Foto: Allan Costa Pinto

Marcos Tamandaré pode ficar à disposição do técnico alviverde pro Atletiba decisivo de domingo.

Muita calma nessa hora. É o que pede o técnico Dorival Júnior, que já passou por momentos semelhantes e não quer nem saber de entregar o ouro para o adversário no jogo decisivo.

?Ganhamos o primeiro tempo e é muito pouco. Nós não podemos comemorar nada e o nosso torcedor que se contenha. Que tenha realmente os pés no chão porque é muito cedo. Eu já vi muitos resultados serem revertidos com um erro mínimo que venha a acontecer e que é aproveitado pelo adversário?, aponta o treinador alviverde. Para ele, assim como aconteceu domingo no Couto, na Arena o torcedor também vai fazer a diferença.

?O Atlético com 97% da lotação do estádio vai ter o torcedor a seu favor, vai tentar exercer uma pressão, mas o Coritiba também tem que procurar jogar, botar a bola no chão e tentar criar, ser agressivo na marcação e não ser sparring. Essa é a nossa intenção e esse vai ser o nosso trabalho nessa semana?, destaca. Exemplos de superação e resultados revertidos não faltam segundo Júnior. ?Lá em Minas deu 5 a 0 e em clássico pode acontecer a todo instante, por isso temos que manter o trabalho?, aponta o treinador, que ficou no quase no ano passado nas mesmas circunstâncias quando dirigia o São Caetano.

?Há exatamente um ano, nós saímos de um jogo contra o Santos comemorando uma vitória por 2 a 0. Com todo o alerta que foi feito, toda a situação criada durante a semana, nós tentamos segurar a equipe em todos os sentidos e, de repente, tomamos o resultado e foi amargo demais?, relembra. Por isso, ele garante que não tem nada definido. ?Já estamos escaldados com isso e comecei a alertar os jogadores para o jogo seguinte?, avisa. Mas, o aviso não é só para os jogadores não. ?Não adianta o torcedor se empolgar, não adianta se criar um clima?, diz.

E a justifica é clara: o Atlético foi soberano no início da competição e é quase imbatível dentro da Arena. ?Não é por causa de um resultado que nós vamos nos dar por satisfeitos?, pondera. E mais. Para ele, a tendência é de um jogo muito mais complicado do que foi no Couto. ?Se nós não nos prepararmos adequadamente, corremos um sério risco de estarmos amargando depois de lutarmos para conseguir uma vantagem dentro de uma partida de 180 minutos?, finaliza o treinador alviverde.

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