O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (17) que os treinos de futebol das equipes da série A-1 do Campeonato Paulista poderão ser retomados a partir do dia 1º de julho.

Os clubes pretendiam voltar a partir da segunda-feira (22), mas deverão assinar protocolos sanitários com a Federação Paulista de Futebol e com prefeituras.

“As regras deverão ser cobradas dos clubes”, disse Doria. “A retomada das partidas será avaliada em fases posteriores e sempre em conjunto com federação paulista.”

A liberação é válida apenas para o futebol. Segundo Doria, na próxima segunda-feira, o Comitê de Saúde irá se pronunciar sobre as demais modalidades esportivas.

Ainda não há uma data para o retorno do Campeonato Paulista, paralisado desde o dia 16 de março. “A retomada das partidas deverá ser avaliada posteriormente e em conjunto com a Federação Paulista. Acredito que nenhum dirigente queira expor seus atletas e técnicos ao risco do coronavírus”, afirmou Doria.

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido do Santos, disse à reportagem que o protocolo, acordado entre dirigentes dos clubes paulistanos e a prefeitura, deverá ser assinado entre esta quarta e sexta-feira (19).

“A prefeitura analisou o protocolo sugerido pelos clubes e fez poucas alterações. Entre elas, que também seja feita a testagem de temperatura e, para a área fechada de musculação, fica proibido o uso de ar-condicionado e [obrigatório que se] mantenha distância de dois metros [entre as pessoas]”, disse Santos.

Os jogadores só poderão treinar 72 horas após a realização do teste para saber se há infecção pela Covid-19. O uso de máscara é obrigatório nas dependências do centro de treinamento.

Durante as atividades, os atletas não usarão máscara e cada um deverá ter o seu material de hidratação. Também fica proibida a presença de atletas em campo.

O Campeonato Paulista está paralisado desde 16 de março, quando Ponte Preta e Guarani fizeram o clássico, em Campinas. Desde então, a FPF avisou aos dirigentes das três divisões (A-1, A-2 e A-3) que o retorno do futebol só seria possível com a autorização do governador e a aprovação do protocolo sanitário.

A paralisação nunca foi consenso entre os clubes, que pretendem concluir o estadual seja por conta da premiação paga pela Federação Paulista ou devido à última parcela do contrato que cede para a Globo os direitos de televisionamento do estadual.

Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos recebem uma cota de R$ 26 milhões cada, e Água Santa, Botafogo, Bragantino, Ferroviária, Guarani, Inter de Limeira, Ituano, Mirassol, Novorizontino, Oeste, Ponte Preta e Santo André ficam com R$ 6 milhões.

A Federação também dividirá R$ 11,8 milhões em premiações, sendo R$ 5 milhões para o campeão.

No último dia 11, em uma reunião por videoconferência, os presidentes da Federação Paulista de Futebol (Reinaldo Carneiro Bastos), do Corinthians (Andrés Sanchez), do Palmeiras (Maurício Galiotte) e do São Paulo (Carlos Augusto de Barros e Silva) entregaram ao prefeito Bruno Covas (PSDB) um protocolo de intenções dos clubes para a volta do futebol.

Ainda não há data definida para a retomada da competição e não foi definido se o regulamento para definição de classificados e rebaixados será mantido. O Santo André, time de melhor campanha com 19 pontos, tem atualmente três jogadores contratados, enquanto o contrato com os demais foi encerrado.