| Daniel Derevecki |
| Poucos atletas foram ontem ao hotel, onde está hospedado o Real. |
O caso do calote no hotel arrendado pelo Real Brasil está longe de um final feliz. O acerto entre a proprietária e o dono do time, Aurélio Almeida, prometido para a última sexta-feira, não havia saído até ontem.
A dona do Aymoré Hotel, Maria Helena Batista, reclama uma dívida de R$ 90 mil, referente à locação de 27 apartamentos para atletas profissionais, amadores e comissão técnica. Ontem à tarde, ela mostrava-se nervosa e disse que não poderia conceder entrevista, por orientação da advogada. Mas contou ter travado uma discussão áspera com Aurélio minutos antes, e que ainda não havia visto a cor do dinheiro. O empresário não foi encontrado no escritório que mantém na Rua Carlos de Carvalho, centro de Curitiba.
Até ontem, apenas dois jogadores e alguns membros da comissão técnica continuavam no estabelecimento. Os demais abandonaram o barco, ficando nas mãos dos empresários, e buscaram outros clubes ou voltaram às cidades de origem.
A história já atravessou o oceano e foi reproduzida na seção Jornal do Incrível, dedicada a notícias bizarras num site esportivo de Portugal. O título era: ?Equipa em peso despejada do hotel?.
Julgamento
A situação do Real Brasil no Campeonato Paranaense deverá ser definida na segunda quinzena de abril. Suspenso por um ano e rebaixado para a 2.ª Divisão pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), o clube cigano entrou com recurso na corte máxima da bola, no Rio de Janeiro.
O Iguaçu, autor da queixa contra a escalação do jogador Erinaldo, que gerou a suspensão, tem prazo até amanhã para enviar os contra-argumentos do recurso apresentado do Real Brasil. Só depois o recurso sai do TJD-PR e será remetido ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro, que agendará então o julgamento. A decisão do STJD é a última na esfera esportiva.