Membro do Conselho da Fifa, órgão que substituiu o Comitê Executivo, o alemão Wolfgang Niersbach teve negado recurso no Comitê de Ética da entidade nesta sexta-feira. Como consequência, foi mantida a suspensão de um ano aplicada em julho, em razão do suposto envolvimento do dirigente no processo de escolha da Alemanha como sede da Copa do Mundo de 2006.

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Em julho deste ano, o Comitê de Ética da Fifa declarou Niersbach culpado no caso da Copa de 2006. Segundo o órgão, o alemão falhou ao reportar possíveis falhas de conduta e de ética e conflitos de interesse durante o processo de escolha da Alemanha como sede daquele Mundial.

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Em nota, a Fifa afirmou que o Comitê de Apelação concordou com as conclusões do Comitê de Ética e disse que a suspensão de um ano aplicada inicialmente era “adequada neste caso”. Niersbach era o vice-presidente do Comitê Organizador da Copa de 2006, comandando os setores de mídia e marketing.

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“A decisão é extremamente dura para mim porque eu mantenho minha avaliação de que o julgamento do Comitê de Ética é completamente exagerado”, declarou o alemão, que disse que não vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte.

Com a eclosão do escândalo, no ano passado, o alemão deixou o cargo de presidente da Federação Alemã de Futebol, mas manteve seus cargos tanto na Fifa quanto na Uefa. O dirigente de 66 anos é o primeiro membro do Conselho da Fifa a sofrer punição pelo Comitê de Ética.

O Conselho da Fifa substituiu o Comitê Executivo em maio deste ano por decisão do presidente Gianni Infantino. Um dos motivos da mudança foi justamente o descrédito do órgão anterior em razão das seguidas denúncias de corrupção.

Niersbach também responde a processo na Justiça comum da Suíça devido ao pagamento de 6,7 milhões de euros à Fifa em 2005. Ele é acusado de fraude, lavagem de dinheiro, má gestão criminosa e apropriação indevida.