Trazer ou não um goleiro “de peso”? Esta questão virou motivo de divergência entre os dirigentes paranistas. O vice de futebol Paulo César Silva entende que o Paraná necessita de um camisa 1 capaz de dar sustentação – não apenas técnica, mas também emocional – ao jovem grupo que está sendo formado.

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Uma ideia que não é compartilhada pelo presidente Aquilino Romani e o diretor de futebol Guto de Melo. “Temos outras prioridades”, diz Romani, que ao que tudo indica prefere investir os recursos limitados do Tricolor na busca por um goleador. O presidente, inclusive, intermediou a reintegração do garoto Thiago Rodrigues ao grupo principal.

Roberto Cavalo não pretendia utilizar o goleiro – que no ano passado chegara atrasado a alguns treinamentos -, mas estava sendo convencido do contrário. Só que no último sábado, Thiago Rodrigues sofreu sofreu um traumatismo craniano num choque com o atacante Simão, e ficará seis semanas fora dos treinos – duas delas em repouso absoluto.

“Ele está bem e hoje deve deixar o hospital”, disse o médico Arnaldo Reis. “Em casos como este, leva-se 45 dias para se voltar aos treinos, e com a devida proteção. É cedo para estimar quando ele voltará a jogar”, explicou Reis.

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Caso o presidente leve a melhor nessa queda-de-braço, o Paraná disputará o Estadual com três goleiros da base: Luís Carlos, Juan e Henrique – este, ainda disputando a Copa SP pelo clube.