A diretoria do Paraná Clube, através do seu portal na web divulgou nota oficial sobre o caso Roque Júnior. A direção ressaltou a boa relação que teve com o atual observador técnico da seleção brasileira no período que o profissional esteve no clube (seis meses).

Em tópicos, a diretoria ressaltou que Roque Júnior deixou o Paraná Clube por vontade própria, apenas comunicando não ter mais interesse em permanecer desempenhando a função de diretor executivo, sobretudo em razão de novos compromissos profissionais por ele assumidos.

No comunicado, valoriza-se que a saída do campeão mundial de 2002 deu-se de forma amigável, restando às partes o cumprimento de contrato que ficaram pendentes com o rompimento prematuro. Por fim da nota oficial, o Paraná Clube reforçou o direito de discutir judicial ou extrajudicialmente os seus direitos em face de qualquer pessoa.

A novidade ficou por conta dos atrasos no material esportivo do clube. O ex-jogador teria afirmado que a ausência do uniforme teria impossibilitado alguns treinamentos do elenco profissional. Segundo o clube, a falta de materiais esportivos aconteceu por causa da transição com a Kanxa e a Erreà.

O Paraná Clube ingressou esta semana na Justiça Trabalhista contra Roque Júnior. O Tricolor alega abandono de emprego tendo o profissional vinculo contratual de trabalho até 30/11/2015. O Paraná defende que o profissional não cumpriu aviso prévio e não pagou a multa rescisória conforme as Consolidações das Leis
Trabalhistas (CLT).

“Acho estranho este comunicado, principalmente por alegar abandono de trabalho. Eles (diretoria) oficialmente anunciaram a minha saída do clube e foi no jogo contra o Avaí (20 de maio), em Florianópolis. O Celso Bittencourt falou com a imprensa e não eu. Além disto, não recebi nada do Paraná até agora e eles querem me cobrar”, afirmou Roque Júnior a Tribuna 98. A primeira audiência está marcada para o dia 30 de julho, na 14ª Vara do Trabalho, de Curitiba.