Diretor do Cruzeiro admite contato, mas descarta acerto com Ronaldinho

A diretoria do Cruzeiro descartou a contratação do meia Ronaldinho para o Campeonato Brasileiro. Os rumores sobre uma possível negociação ganharam espaço na imprensa mineira nos últimos dias, mas o gerente de futebol celeste, Valdir Barbosa, garantiu que não há qualquer possibilidade de acerto com o veterano jogador de 35 anos, principalmente por sua ligação com o maior rival, o Atlético-MG.

“Se esse negócio fosse feito, seria uma bomba no futebol brasileiro e mineiro, especificamente. Mas é impossível a vinda do Ronaldinho para o Cruzeiro. Pela identificação dele com o Atlético-MG, pelo valor, pelo desejo… Uma série de coisas, do Cruzeiro e dele”, declarou em entrevista à Fox Sports.

De acordo com alguns veículos de comunicação, o Cruzeiro estaria conversando com Assis, irmão e representante de Ronaldinho, que, por sua vez, teria se mostrado insatisfeito no México, onde atua pelo Querétaro. O que estaria emperrando a negociação seria a questão salarial, já que o clube mineiro teria oferecido R$ 1 milhão e o jogador não estaria disposto a receber menos do que R$ 1,4 milhão.

Valdir Barbosa negou estas informações. Ele admitiu que um contato foi feito por alguém próximo a Assis e que até a participação de um possível investidor foi cogitada caso o Cruzeiro tivesse interesse, mas garantiu que em nenhum momento passou pela cabeça dos dirigentes do clube levar o negócio à frente.

“Não houve negociação nem com o Assis nem com o Ronaldinho, mas uma pessoa ligada ao Assis nos procurou. Como estive em São Paulo na semana passada, me chamou para conversar. Aí, falou que poderia ser feito um acordo com o Ronaldinho, que ele tem contrato mas poderia rescindir agora porque existe uma cláusula, e que ele estaria interessado em voltar ao futebol brasileiro. Mas não houve evolução, interesse em prosseguir por parte do Cruzeiro. Não foi feita nenhuma proposta, como foi divulgado. Comentou-se, sim, que para pagamento de salário poderia ser colocado investidores. Mas o assunto não prosseguiu, foi encerrado e não se fala mais nisso”, disse.

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