O Atlético Paranaense emitiu comunicado no site e redes sociais do clube no qual informa a proibição de pessoas portando materiais – bandeiras, faixas e instrumentos de percussão – ou vestimentas que façam alusão à torcidas organizadas na Arena da Baixada, em Curitiba. A determinação vale também para o setor de visitantes do estádio.

A decisão foi tomada pela diretoria do clube rubro-negro após atos de violência protagonizados por integrantes da torcida “Os Fanáticos”, que invadiram setores da arena depois da derrota para o Grêmio, na semana passada, que confirmou a eliminação da equipe curitibana da Copa do Brasil (o Atlético Paranaense havia perdido também o jogo de ida por 4 a 0). A mesma “facção” havia tentando entrar no centro de treinamento do time recentemente para protestar.

A nota elaborada pelo Atlético Paranaense classificou as atitudes dos torcedores como premeditadas e inaceitáveis. O texto enfatizou que a organizada confunde “o direito de livre manifestação com a vaga e infeliz tentativa de pressionar atletas por meio de violência e ameaças, atos repugnantes, inconsequentes e incompatíveis com a verdadeira finalidade do futebol, que é o entretenimento, o lazer e a cultura” e expõe a agremiação a sanções esportivas, que podem gerar prejuízos técnicos e financeiros.

O clube informou ainda que impetrou ação judicial contra a torcida “Os Fanáticos” com o objetivo de reparar danos materiais e comunicou a Polícia Civil, o Ministério Público e o Poder Judiciário no sentido de adotar medidas para a identificação e punição de indivíduos que tenham se envolvido nos últimos episódios de vandalismo.

A decisão da diretoria do Atlético Paranaense acontece no mesmo momento que em São Paulo as torcidas organizadas terão a volta de bandeiras e instrumentos musicais nos estádios. A novidade já entra em vigor nesta quarta-feira na partida entre Santos e Flamengo, no estádio do Pacaembu, na capital paulista, pela 18.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Os torcedores assinaram um termo que visa adotar medidas para impedir atos de violência e quaisquer atos que podem atrapalhar o andamento da partida, como uso de sinalizadores. O promotor de Justiça Paulo Castilho apresentou aos membros das organizadas todos os seus direitos e deveres para que as mudanças entre em vigor e eles aceitaram as alterações.