O meia Oscar foi o principal destaque da goleada do Brasil diante dos Estados Unidos, por 4 a 1, nesta quarta-feira, em amistoso realizado em Washington. Mesmo sem ter marcado nenhum gol, o jogador mostrou a já conhecida qualidade com a bola nos pés, além de muita dedicação para ajudar na marcação.

Depois da partida, Oscar agradeceu a confiança do técnico Mano Menezes, que já havia o colocado como titular na vitória de sábado contra a Dinamarca, e lhe deu a camisa 10 da seleção. “Todo mundo confiou muito em mim. O Mano (Menezes) me deu a 10 e toda a confiança. Estou me sentindo bem, à vontade aqui”, declarou.

O meia brincou com o fato de ter errado apenas um passe na partida e explicou porque se sentiu tão à vontade atuando pelo Brasil. “Vou trabalhar mais ainda para não errar nenhum passe da próxima vez”, disse. “Gosto de cair pelas laterais do campo, dar passes, essa é uma das minhas qualidades. Hoje (quarta), tudo funcionou bem”, apontou.

Se Oscar se destacou na armação de jogadas, o zagueiro Thiago Silva voltou a liderar o sistema defensivo da seleção, e chegou até a marcar seu gol, o segundo da goleada. O jogador, capitão da equipe nesta série de amistosos, comemorou a dedicação de seus companheiros, que voltaram a tirar vantagem da marcação pressão, como diante dos dinamarqueses.

“No terceiro gol, conseguimos ganhar a bola lá atrás, saímos em velocidade e fizemos o gol. Por isso, estou feliz pela vitória, mas mais feliz ainda pelo comprometimento do time”, comentou. “Um time é assim. Todo mundo ajuda a defender e todo mundo ajuda na frente para definir uma jogada”, completou.

Nem mesmo a pressão norte-americana no segundo tempo, levando perigo principalmente nas jogadas de bola parada, preocupou o zagueiro. “Eles vieram para cima porque estavam em desvantagem e a gente sabia que a bola aérea deles era uma arma importante. Sofremos com essas bolas altas, mas, ao menos, não levamos gol, o que era nosso maior objetivo. Com entrosamento, isso vai melhorar”, comentou.

Quando os Estados Unidos pressionaram, Rafael salvou o Brasil. O goleiro, titular depois de ter ficado de fora contra a Dinamarca, também considerou normal a pressão do adversário. “O sufoco foi normal porque o time deles não tinha mais o que fazer a não ser vir para cima da gente. Mas suportamos bem. Eu gostaria de ter saído sem sofrer nenhum gol, mas tomei apenas um, o que mostra que todos nós fomos bem na partida.”