Márcio Egídio faz a proteção
para segurar a Macaca.

O zero a zero no jogo entre Ponte Preta e Coritiba ontem à tarde, em Campinas, serve mais de nota para as duas equipes do que de placar da partida. Depois do “banquete” que foi a brilhante vitória nos tribunal, que devolveu ao Coritiba seis pontos na classificação, o torcedor do Alviverde teve que se contentar com comida de hospital ontem. O empate foi completamente sem sal, com raros lances de emoção.

Totalmente desfigurado pela ausência de cinco titulares, o Coxa entrou em campo com a tática do “seja o que Deus quiser”. Inoperante na frente e vulnerável atrás, o time só não deixou o campo derrotado em função da falta de pontaria dos atacantes da Ponte. No final das contas, valeu ao Coritiba o discurso de que empate fora de casa é como vitória. Mas só isso.

Antes do jogo, o goleiro Fernando já previa que pelas características das duas equipes, o jogo deveria ser decidido em algum lance de bola parada. Entretanto, nem isso funcionou. O preciso Jucemar, que é mestre em assinalar gols de faltas, cobrou todas na barreira.

Se nem as jogadas ensaiadas funcionaram, que dirá os lances com bola rolando. Ainda sem poder contar com os quatro melhores jogadores do elenco – o lateral-esquerdo Adriano e os atacantes Aristizábal, Luís Mário e Tuta – o técnico Antônio Lopes tentou inovar.

Inicialmente, a idéia era mandar para o jogo o recém-contratado Adílson Popó. Entretanto, a documentação do atacante não ficou regularizada e solução encontrada foi dar vez a Josafá, que há muito tempo esperava uma oportunidade na equipe titular. Na lateral-esquerda, a grande surpresa: o garoto Rafinha, uma das novas apostas das categorias de base.

Mas deu tudo errado. Rafinha se mostrou nervoso com a estréia e pouco apoiou. Josafá, após protagonizar um ou dois lances, sumiu no jogo, deixando o ataque órfão, já que André Nunes, mais uma vez, ficou devendo. No lado da Macaca, o ataque também não estava afinado. Tanto é verdade que as chances mais agudas vieram dos pés dos zagueiros Gustavo e Alexandre, que ajudaram a Ponte a dar um certo sufoco no Coritiba, especialmente no segundo tempo. Com ataques sem inspiração alguma, não foi surpresa as redes ficarem paradas durante os noventa minutos.

A oportunidade do Coritiba apagar essa má impressão é fazer uma boa apresentação contra o Atlético Mineiro, sábado, às 18h. Para esse compromisso, há expectativa de retorno de Adriano, Tuta e Luís Mário. Em contrapartida Aristizábal deve continuar de fora e Reginaldo Nascimento terá de cumprir suspensão.

Campeonato Brasileiro
6ª Rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli
Árbitro: Carlos Eugênio Simon
Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e José Javel Silveira
Cartões amarelos: Ângelo, André, Danilo, Josafá e Reginaldo Nascimento.

Ponte Preta 0x0 Coritiba

Ponte Preta
Lauro; André (Macedo), Gustavo, Alexandre e Alan;Terrão, Ângelo (Vaguinho), Romeu e Vander; Anselmo (Flávio) e Weldon. Técnico: Estevan Soares.

Coritiba
Fernando; Jucemar, Danilo, Reginaldo Nascimento e Rafinha (Ricardinho); Ataliba Márcio Egídio, Capixaba e Igor (Cacique); André Nunes (Bruno) e Josafá Técnico: Antônio Lopes.