Denis Ferreira Netto / Tribuna
Carreira de Caio Júnior corre
sérios riscos no comando do Tricolor.

Fora da Copa do Brasil e penúltimo colocado do campeonato paranaense. Esse é um breve resumo da situação do Paraná Clube neste início de temporada. A derrota para o Coritiba no clássico de ontem, no Pinheirão, colocou o Tricolor numa das piores crises em toda sua história. Se já não bastasse essa situação desesperadora, o elenco paranista ainda teve que aturar a fúria da torcida que, revoltada, ao término da partida pedia a “cabeça” de jogadores, técnico e até de membros da diretoria.

O momento é tão ruim que até o técnico tricolor, Caio Júnior, contrariando o seu comportamento habitual, foi para cima do árbitro Héber Roberto Lopes após o final do clássico. “Ele expulsou um jogador nosso, mas não teve coragem para dar o vermelho para o zagueiro do Coritiba. Isso é uma vergonha”, reclamou, completamente irritado. Momentos depois, mais calmo, pediu desculpas pelo seu comportamento, mas manteve firme sua posição contra o árbitro. “No momento que era para ele expulsar o jogador adversário o jogo ainda estava empatado. A história poderia ser completamente diferente”, comentou.

Outro que demonstrava irritação, mas não com o juiz e sim com o desempenho do time, era o zagueiro Ageu. Segundo ele, apesar de o Coritiba ser uma equipe forte, o Paraná perdeu porque errou demais. “Perdemos para nós mesmos. Tínhamos a bola, criávamos as jogadas, mas errávamos nos momentos decisivos”, disse.

Já o meia Marquinhos preferiu atribuir a derrota à falta de sorte. “Tivemos uma boa atuação, mas faltou sorte em alguns momentos.” Marquinhos também ressaltou que a partir de agora o Paraná vai ter que trabalhar dobrado para abandonar a incômoda penúltima colocação do campeonato e recuperar o prestígio do clube. “Vamos ter que trabalhar muito. Temos que reagir, pois já passou do tempo”, concluiu.

“Achei injusto”

Na visão do técnico Caio Júnior, o resultado da partida de ontem não refletiu o que realmente apresentaram as duas equipes. “Achei injusto. Nós tivemos pelo menos seis chances claras de gol. Na minha opinião, o empate seria o ideal.” Caio também lembrou como é difícil conseguir resultados positivos com uma equipe em reformulação, como é o caso do Tricolor. “É complicado. Quando se está reformulando um elenco, os resultados aparecem de forma mais lenta.” E completou: “Tenho que reformular o time, dar padrão de jogo e conseguir resultados positivos. Não é uma tarefa fácil, mas já acho que a equipe melhorou muito”.

Mas, independente da dificuldade do trabalho que está sendo feito, o certo é que o Paraná terá que conquistar vitórias com urgência. Restam apenas cinco jogos para o time no paranaense e, se não bastasse a ameaça de ficar fora da segunda fase do estadual, o clube também corre o risco de ser rebaixado. O próximo compromisso paranista é uma tarefa indigesta. O clube enfrenta o União, na próxima quarta, em Bandeirantes.