Uma fiscalização intensa, efetiva e imediata em relação aos recursos gastos com a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que será realizada no Brasil. Foi o que defendeu ontem o deputado federal Sílvio Torres (PSDB-SP), presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados e presidente da Subcomissão da Copa.

Ele esteve em Curitiba, em encontro com integrantes da Comissão Especial de Assuntos para a Copa do Mundo 2014 da Câmara Municipal de Vereadores e com o vice-governador Orlando Pessuti, presidente da comissão de organização do Mundial no Paraná.

Torres disse temer que, na Copa de 2014, aconteça o mesmo que ocorreu nos jogos Panamericanos do Rio de Janeiro de 2007, quando se gastou muito mais que o previsto inicialmente devido à falta de planejamento e da correta execução das ações de fiscalização dos recursos aplicados.

Ele criticou o fato do governo federal ainda não ter criado um comitê executivo para acompanhar os gastos com o Mundial. Com isso e para evitar que a situação do Pan se repita, foi criada, em paralelo à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, uma subcomissão de trabalho que terá como objetivo principal a fiscalização relativa aos gastos da Copa de 2014.

Essa deve ser composta por integrantes da comissão de fiscalização hospedada no Senado, do Tribunal de Contas da União e de Tribunais de Contas estaduais. “Hoje, nossa principal preocupação é implementar a rede de fiscalização. Queremos mobilizar todas as instituições para que haja maior transparência de gastos na Copa de 2014. A ideia é que os gastos com o Mundial cheguem ao conhecimento da população através da internet”, afirmou, também demonstrando preocupação que os prazos estabelecidos pela Fifa para que a Copa seja conduzida sem superfaturamentos de obras não sejam cumpridos.

Em relação ao Paraná, o vice-governador Pessuti disse acreditar que o Estado, em comparação com outros da Federação, tem um dos mais competentes e modestos projetos para a Copa.

Porém, criticou o governo federal por ainda não ter deixado claro o que será de competência federal, dos estados e dos municípios em relação aos preparativos para o Mundial.

“No Paraná, a Arena da Baixada está cerca de 70% pronta para cumprir as exigências da Fifa. Além disso, algumas obras, como duplicações de estradas na região de Curitiba e ampliação do aeroporto, devem ser realizadas independente da Copa”.