A Copa do Mundo passou. Teve de tudo na Alemanha: fracasso brasileiro, reabilitação de Klose, a ascensão e queda de Zidane na sua última competição e o título da Itália. Foi animado, mas acabou – agora, só em 2010, na África do Sul. Hoje recomeça a maratona do futebol brasileiro, com a 11.ª rodada da Série B. Para nós, paranaenses, o reinício é com o Coritiba, que enfrenta hoje o CRB, de Alagoas, às 20h30 em Maceió. Mas não tem só a Segundona. Até dezembro o País estará envolvido com Série A, Série C, copas do Brasil, Libertadores e Sul-Americana e até mesmo com o Mundial de Clubes. Isto sem contar a volta da seleção brasileira em agosto.

O retorno do futebol local deve ser frio, tal como o inverno que chegou para valer nos últimos dias. A expectativa é de estádios com pouco público (com algumas exceções), uma diminuição passageira do interesse da mídia, por causa da superexposição da Copa, e com os técnicos aproveitando ao máximo os ensinamentos dos jogos na Alemanha.

O que não é um fato alentador. O Mundial teve vários jogos ruins, com poucos jogadores se sobressaindo e muita retranca. A Itália, campeã, subiu na competição quando adotou o esquema com quatro volantes (Perrotta, Pirlo, Gattuso e Camoranesi).

Os destaques da competição foram os zagueiros e volantes: Materazzi, Thuram, Senderos, Cannavaro, Frings, Vieira, Zé Roberto, Mascherano.

O resultado foi uma Copa de poucos gols, 2,29 por partida (a segunda pior média da história, só superando a Copa de 1990, na Itália, com média de 2,21 por jogo) e baixo nível técnico.

A tendência deve prosperar também por aqui – até pelo fato de nossa seleção ter fracassado com um time burocrático, com ?buracos? na defesa e desastres individuais. O conjunto será mais importante que o jogador. A tese ficou ainda mais evidente com a expulsão de Zidane, que, em última análise, reduziu muito as chances da França levar a Copa Fifa. Não se surpreendam, portanto, com times jogando fechados, explorando os contra-ataques e exagerando nas faltas.

Com isso, é provável que o equilíbrio nas séries A e B do Brasileirão aumente ainda mais, permitindo que Atlético, Paraná (na 1.ª Divisão) e Coritiba (na 2.ªDivisão) sonhem com vôos mais altos. O Tricolor está na 7.ª posição, a apenas seis pontos do líder Cruzeiro, e o Furacão é o 13.º lugar, atrás oito pontos do 1.º colocado.

Na Segundona, o Coxa está no 5.º lugar, fora da zona de classificação, mas a quatro pontos do líder Avaí-SC. É hora de voltar a empunhar a bandeira do seu time de coração e ir aos estádios. É hora de torcer pela recuperação definitiva dos times paranaenses – o segundo semestre tem, além dos Brasileiros, o ineditismo do confronto entre Atlético e Paraná na Sul-Americana e a reinauguração da Vila Capanema. E, principalmente, é hora de esperar que Leonardo, do Paraná, Pedro Oldoni, do Atlético, e Alberto, do Coritiba, e seus companheiros façam o nosso futebol ser mais agradável de assistir.