Foto: Orlando Kissner/Tribuna
Visivelmente aborrecido, Dênis está fora da estréia na Copa do Brasil.

Pelas grades do CT do Caju, um Dênis Marques chateado olhava os companheiros que restaram em Curitiba no jogo-treino de ontem contra o Daejeon Citizen, da Coréia do Sul. Após as críticas do técnico Lothar Matthäus contra alguns jogadores no domingo, nenhum especificamente, sobrou para o artilheiro do Atlético na temporada. Mesmo com pouco tempo para mostrar serviço ao alemão, o atacante acabou sendo um dos ?sacrificados? pela atuação ruim do time em Rolândia. Resignado, ele promete trabalhar para reconquistar a posição, mas a insatisfação é visível.

continua após a publicidade

De acordo com o treinador, alguns atletas só entraram em campo, ficaram parados e nem mereciam vestir a camisa rubro-negra. ?Acho que nosso time entrou em campo para jogar e procurou dar o máximo para ajudar a equipe. Se ele falou isso, quem somos nós para falar alguma coisa. Temos que respeitar, o que vamos falar??, questiona Dênis. O atacante entrou na partida aos 14 do segundo tempo e teve quatro boas oportunidades. Uma delas, o goleiro Odair salvou e nas outras a bola passou próxima da trave.

Mesmo assim e com outros jogadores rendendo bem menos, Matthäus considerou insuficiente o aproveitamento e dispensou Dênis da estréia de amanhã na Copa do Brasil contra o Moto Club. ?Ele falou que estava fazendo revezamento de alguns jogadores, que queria testar, e teve a consciência de me falar e me tirar desse jogo?, revela o atacante. Apesar da explicação do alemão, a expressão do ?Moral? olhando os colegas do lado de fora não era das melhores. ?Eu estava bem, vinha fazendo os gols, me movimentando e aconteceu isso aí?, lamenta.

No ano, ele atuou oito vezes, seis entrando desde o início e duas vezes no segundo tempo. Nessas partidas, ele marcou quatro gols, que dá a ele o título de artilheiro da equipe (Alan Bahia e Paulo André têm três cada). Além disso, ele é um dos maiores investimentos já que o clube bancou uma multa de US$ 700 mil para ele poder jogar. ?Conformado com a reserva jamais eu vou estar. A gente quer sempre estar jogando. Pelo meu modo de ver estava bem, fazendo os gols e espero voltar o mais rápido possível?, finaliza.

continua após a publicidade

Ontem, ele passou o dia no departamento médico tratando do joelho direito, mas garante que poderia atuar contra os maranhenses. Junto com o atacante, voltaram de Londrina o lateral-esquerdo Moreno e o lateral-direito Edimar. O segundo treinou normalmente no CT do Caju enquanto o primeiro foi a São Paulo resolver ?problemas particulares?.

Aloísio não aparece e Atlético vai pra Justiça

continua após a publicidade

Alguma novidade sobre o caso Aloísio? ?A novidade é que, contrariando as nossas expectativas, ele não apareceu, nem ontem (domingo), nem hoje (ontem)?, revelou o presidente do Atlético João Augusto Fleury da Rocha. Na verdade, já era esperado, sim. Desde que o embate começou, tanto o jogador quanto o procurador Bebeto têm evitado o Rubro-Negro e a imprensa paranaense. Assim, o time começa a planejar as atitudes que tomará na esfera jurídica.

?O clube vai tomar algumas atitudes. A questão política e administrativa já foi superada e agora entra na questão técnica jurídica?, revelou o dirigente. De acordo com ele, os advogados e a diretoria atleticana irão se reunir para decidir o que será feito. Por enquanto, a única penalidade aplicada a Aloísio é o desconto dos dias parados. ?No final do mês, ele receberá apenas pelos dias trabalhados?, anunciou.

No entanto, se não aparecer em 30 dias, o abandono de emprego ficará consolidado. ?Aí, ele fica com o ônus de ter dado causa ao rompimento de contrato e terá que pagar a multa, da mesma forma que o clube teria que pagar, caso o mandasse embora?, exemplificou Fleury. Além do eminente rompimento de contrato, o clube também deverá comunicar a CBF do ocorrido.

Pior do que o sumiço do jogador, somente o descaso com que Bebeto tem tratado o clube. ?Eu mandei alguém ligar para o Bebeto e perguntar se ele sabe do Aloísio, mas não conseguimos esse contato?, apontou. Nem a imprensa paranaense consegue falar com o tetracampeão e procurador para saber o outro lado da questão. No São Paulo, a informação é de que o clube paulista está providenciando uma carta-fiança para mandar ao Rubin Kazan, da Rússia, que liberaria os documentos de Aloísio. Os mesmos que o Atlético têm em mãos.

Negociações

O Furacão emprestou o lateral-direito Nei Santos para o Sport até o final da temporada. O clube pernambucano quer também os meias Cléverson e Rodriguinho e o goleiro Cléber, mas a diretoria atleticana avisa que não irá ceder nenhum deles.