Já tentou ficar um minuto sem respirar? Pois uma atleta curitibana atravessa o mundo para manter-se pelo menos quatro minutos debaixo d?água. Carolina Schrappe, 32 anos, será uma da três representantes do Brasil no Campeonato Mundial de Mergulho Livre, de 1.º a 12 de dezembro, no Egito.
O Mundial é disputado em três modalidades. Na apnéia estática, o competidor fica o maior tempo possível dentro de uma piscina. Na apnéia dinâmica, conta-se a maior distância percorrida na piscina sem subir para respirar. No mergulho em profundidade, o objetivo é buscar um prato que fica em local pré-determinado no fundo do mar. O torneio é disputado por equipes de três competidores sem distinção de sexo – a do Brasil será formada por Carolina e mais um homem e outra mulher, ambos paulistas. Não há competição individual.
A curitibana classificou-se para o mundial graças ao bom desempenho nos campeonatos brasileiros disputados em junho, em Florianópolis (SC), e setembro, em Goiás (GO).
Ela já fez parte da equipe feminina que obteve a melhor colocação do Brasil no torneio: um 4.º lugar, em 2001.
Nas últimas edições o país não teve grande desempenho e ficou em 17.º e 16.º lugares. ?Agora o objetivo é estar entre os 10 primeiros?, diz Carolina, especialista na prova de profundidade – ela já atingiu 45 metros debaixo do mar. Ponto em que a pressão é quase insuportável para quem não está bem treinado.
?O ouvido já nem incomoda tanto. O pior a esta profundidade é o pulmão, que começa a se contrair.
O segredo é acostumar aos poucos o organismo com estas condições?, conta ela, que é fisioterapeuta de profissão e pratica yoga e artes marciais para exercitar o autocontrole. ?Na apnéia estática, o fator psicológico representa 80% do desempenho?, diz ela.


