Com futuro incerto sobre a participação como subsede da Copa do Mundo 2014, Curitiba ganhou mais 30 dias para apresentar à Fifa seu plano de viabilidade econômica de organização da competição.

Depois do desinteresse da diretoria atleticana em adequar a Arena da Baixada, a partir da captação de recursos via Potencial Construtivo, segundo proposta prefeitura, uma série de reuniões foi realizada ontem, com objetivo de traçar um possível desfecho da história.

Na prefeitura, gestores do município para a Copa do Mundo 2014 participaram de um debate sobre a questão. Coincidentemente, no estádio Couto Pereira, representantes do Coritiba conversaram sobre a construção de um novo estádio para o clube. Ambas as partes, no entanto, negaram uma suposta articulação para definitivamente tirar o torneio da Arena da Baixada.

“O estádio Joaquim Américo ainda é o endereço da Copa. Só quem tem competência pra decidir algo sobre isso é a Fifa”, ressaltou o gestor da Copa no município de Curitiba, Luiz de Carvalho, reconhecendo que ainda busca uma solução para o caso.

No lado coxa-branca, também prevaleceu a posição de manter diplomacia e evitar conflitos com a diretoria rubro-negra. “Temos, sim, um plano B. Claro, apenas se o Atlético abrir mão de receber a Copa”, ponderou o integrante do conselho administrativo do Coritiba, Ernesto Pedroso.

A prefeitura, no entanto, ainda acredita em uma definição para o caso no prazo limite imposto pela Fifa – com a manutenção da Arena da Baixada. “Trabalhamos para que o Atlético permaneça no projeto. O plano A está ainda em plena vigência”, disse Luiz de Carvalho.

Porém, caso a diretoria rubro-negra continue sem saber o que fazer para concluir seu estádio, o diretor coxa-branca Ernesto Pedroso se aproveita da parceria com a construtora Andrade Gutierrez para prometer rapidez na finalização de uma arena multiuso. “É algo que pode começar no ano que vem. Aceleraríamos o processo e tudo estaria pronto em dois anos e meio, a tempo de receber a Copa do Mundo”, diz.