A torcida cubana contou até dez nas arquibancadas e a equipe campeã olímpica não decepcionou em campo. Nesta sexta-feira, dia 20, Cuba se tornou decacampeão pan-americano vencendo os Estados Unidos por 3 a 1 no campo 1 a Cidade do Rock. A ilha caribenha parou para ver o título tão esperado no esporte mais popular do país.
Desde Cali-1971, os cubanos não perdem uma medalha de ouro. Das dez conquistas, seis foram sobre os americanos. A medalha de bronze ficou com o México e com a Nicarágua. Os mexicanos tinham vôo marcado para a manhã desta sexta-feira e não puderam comparecer à cerimônia de premiação.
Na grande final, o primeira base Alexander Mayeta impulsionou duas corridas na terceira entrada, com Giorvis Duvergel e Yoandry Urgelles abrindo o placar, dando a vantagem definitiva aos cubanos.
Na quarta entrada, Eduardo Paret rebateu para a terceira corrida dos caribenhos, de Osmani Urrutia, abrindo 3 a 0. O americano Justin Smoak ainda impulsionou Jordan Danks na mesma quarta entrada, mas a recuperação ficou por aí.
A bela atuação do arremessador Adiel Palma – permitindo apenas quatro rebatidas válidas americanas – e do fechador Pedro Luiz Lazo, que atuou nas duas últimas entradas e permitiu apenas uma rebatida válida, coroou a bela campanha cubana, que começou com um susto.
Contra o Panamá, uma derrota inesperada, a quinta em 49 jogos na história dos Jogos. Mas a equipe campeã olímpica conseguiu quatro vitórias seguidas, contra México, Venezuela, Nicarágua, nas semifinais, e, finalmente, os Estados Unidos, que utilizaram cinco arremessadores diferentes durante a final.
Com dez rebatidas válidas no total, Cuba controlou a partida e acabou consagrada mais uma vez, agora no Rio de Janeiro. Num dia de sol e céu azul, ao contrário dos últimos, os cubanos sorriram pela décima vez consecutiva nos Jogos Pan-Americanos.


