O Cruzeiro é “cabuloso” quando o assunto é Copa do Brasil. Não foi à toa que a Raposa se tornou o clube com mais títulos da história da competição. A sexta taça foi levantada na noite desta quarta-feira (17), em pleno Itaquerão lotado, diante do Corinthians, que buscava o tetracampeonato. A comemoração aconteceu após a vitória por 2×1 – o clube mineiro havia vencido o primeiro jogo por 1×0.

Além do título, o Cruzeiro leva também uma bolada milionária de R$ 50 milhões, além, é claro, da vaga para a Libertadores da América.

No primeiro tempo, o Cruzeiro foi praticamente perfeito. Sem contar com o lateral-esquerdo Egídio, o técnico Mano Menezes apostou no argentino Lucas Romero e também no veloz Rafinha para atormentar o lado direito da defesa corintiana. E foi por ali que a Raposa começou a definir mais uma taça para o seu currículo. O jovem zagueiro corintiano Léo Santos falhou, Rafinha aproveitou e lançou o argentino Barcos. O gringo ganhou da marcação e chutou no poste. A bola sobrou limpa para o ex-Coritiba Robinho mandar para as redes, aos 27 minutos.

O resultado dava uma larga vantagem ao clube mineiro. Por outro lado, a pressão era grande pra cima do time da casa. O nervosismo tomava conta dos jogadores, tanto que o Corinthians teve quatro jogadores amarelados pelo árbitro ainda no primeiro tempo. Mesmo com mais posse de bola, foram 70% na etapa inicial, o Timão teve inúmeras dificuldades na criação das jogadas. Pra se ter uma ideia, o goleiro Fábio sequer sujou o uniforme.

Robinho comemora pelo Cruzeiro. Foto: Mauro Horita/Estadão Conteúdo.
Robinho comemora pelo Cruzeiro. Foto: Mauro Horita/Estadão Conteúdo.

Aliás, quem voltou a levar mais perigo foi o time visitante. O Cruzeiro quase marcou o segundo gol em uma cabeçada forte do zagueiro Dedé. A bola voltou a explodir no poste da meta do goleiro Cássio.

Para o segundo tempo, os times voltaram sem mudanças. E logo no início veio a polêmica. Thiago Neves dividiu com Ralf na área da Raposa e o árbitro mandou seguir. No entanto, o “árbitro de vídeo” entrou em ação. Wagner Nascimento Magalhães interpretou o lance como penalidade, mesmo sendo muito duvidoso. Aos nove minutos, o ex-Atlético Jadson cobrou a penalidade e deixou tudo igual na Arena Itaquera.

O gol deu mais confiança para o Corinthians, que passou a pressionar com o apoio da Fiel. Aos 24 minutos, quem voltou a aparecer foi o árbitro de vídeo. Em um bate rebate no ataque do Timão, Dedé cortou na dividida com Jadson e a bola sobrou para Pedrinho, que marcou um golaço. Festa no Itaquerão. Mas, um minuto depois, o árbitro foi chamado novamente pelo VAR e optou por marcar falta no zagueiro do Cruzeiro, anulando o gol dos paulistas.

A decepção corintiana foi imensa. A tensão só aumentou durante a reta final do jogo. O Cruzeiro passou a se segurar mais e explorar o contra golpe. E, em um deles, Raniel deixou Arrascaeta na cara do goleiro Cássio. O uruguaio só deu um toque de categoria para confirmar o título. Festa mineira em São Paulo. O Cruzeiro era campeão da Copa do Brasil. O maior da história!

FICHA TÉCNICA

COPA DO BRASIL
Final – Jogo de volta

Corinthians 1×2 Cruzeiro

Corinthians
Cássio, Fagner, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Gabriel (Matheus Vital) e Jadson; Romero, Emerson Sheik (Clayson) e Jonathas (Pedrinho).
Técnico: Jair Ventura

Cruzeiro
Fábio; Edílson, Dedé, Léo e Lucas Romero; Ariel Cabral, Henrique e Robinho; Thiago Neves (Lucas Silva), Rafinha (Arrascaeta) e Barcos (Raniel).
Técnico: Mano Menezes

Local: Arena Itaquera (São Paulo-SP)
Árbitro: Wagner Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Pereira (RJ) e Bruno Boschilia (PR)
Gols: 
Robinho (CRU) aos 27′ do 1ºT; Jadson (COR) aos 9′ e Arrascaeta (CRU) aos 38′ do 2ºT
Cartões amarelos: Fagner, Ralf, Gabriel, Emerson Sheik, Jadson e Clayson (COR); Rafinha, Thiago Neves e Robinho (CRU);
Público pagante: 45.978
Público total: 46.571
Renda: 5.108.151,00

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