Deu a lógica, mas de maneira inusitada. O Cruzeiro não tomou conhecimento do Flamengo, e conquistou o seu quarto título da Copa do Brasil, ontem à noite, ao bater o rival carioca por 3 a 1, no Mineirão, e fez a festa com os mais de 80 mil torcedores que lotaram o estádio. A conquista, garantiu à Raposa uma vaga na Copa Libertadores de América 2004.

No primeiro tempo, o time de Vanderlei Luxemburgo não precisou que mais de 1min15s para apresentar seu cartão de visitas. Em cobrança de falta pela esquerda, o meia Alex colocou a bola na cabeça de Deivid, que só teve o trabalho de mandá-la em direção ao ângulo superior esquerdo de Júlio César. O gol desmontou tudo o que o técnico Nelsinho Baptista havia armado para tentar surpreender o Cruzeiro.

Mesmo abalado, o Flamengo ainda esboçou uma reação. Imprimiu velocidade partindo para o ataque. Mas os erros de finalização e o nervosismo minaram o que poderia ser uma reação.

Assim, brilhou novamente a estrela de Alex. Em nova cobrança de falta, ele novamente acionou o ataque. Desta vez foi Aristizábal que, fez malabarismo para se contorcer e acertar uma cabeçada no meio do gol, à queima-roupa, vencendo Júlio César. A curiosidade é que os dois gols saíram no costado do lateral Athirson.

O gol abalou ainda mais o combalido Rubro-Negro. Nervoso e sem organização tática, foi na base da raça e velocidade, em busca de descontar a desvantagem no placar. Porém, foi novamente do Cruzeiro a estrela que brilhou, através do seu camisa 10. Alex outra vez foi quem alçou a bola em direção à área, encontrando desta vez o zagueiro Luisão. O grandalhão cruzeirense cabeceou no chão, impedindo qualquer chance de Júlio César reagir, obrigando-o a buscar a bola pela terceira vez no fundo da rede.

O Flamengo ficou grogue. Totalmente dominado, foi presa fácil para o Cruzeiro que foi tocando a bola e esperando o tempo passar para o fim do primeiro tempo. Em chances esporádicas, o Fla ainda perdeu duas chances, com Edílson e Fernando Baiano.

O segundo tempo começou com os azuis se lançando ao ataque. Com um toque envolvente e endiabrado, foi perdendo uma chance atrás da outra. No Flamengo, sobrou o orgulho aguerrido. Sem abandonar a esperança, foi para cima e nas poucas chances que teve, conseguiu o gol de honra. Após bela troca de passes que envolveu a defensiva cruzeirense, Fernando Baiano aproveitou caminho livre e colocou no canto direito de Gomes.

Mas a reação parou por aí. Mesmo perdendo Alex, que saiu contundido, o Cruzeiro cadenciou o jogo, mantendo a posse de bola e esperando o apito final para comemorar o título.