Capitão com
a taça na mão.

Belo Horizonte – A diretoria do Cruzeiro está confiante de que conseguirá segurar o meia Alex na Toca da Raposa até o meio da temporada do ano que vem, mas os dirigentes já admitem que dificilmente terão condições de impedir a saída do craque após a disputa da Copa Libertadores de 2004.

O contrato de Alex com o Cruzeiro termina no próximo dia 31 e o jogador está firmemente disposto a voltar a atuar no futebol europeu.

O atleta curitibano, que é dono de seus direitos econômicos, não considera a sua passagem pelo Parma, da Itália, durante os anos de 2001 e 2002, digna de uma experiência profissional no Velho Mundo. Nas duas oportunidades, Alex disputou apenas cinco jogos pelo clube italiano.

“Ele quer, de fato, ir para a Europa. Ele não considera a passagem dele pelo Parma como uma experiência no futebol europeu”, observa Acaz Fellengger, assessor de imprensa do meia. “Mas a abertura do mercado da Europa é no meio do ano. É difícil fazer uma negociação no final do ano”, salienta o assessor.

Por isso, os dirigentes do Cruzeiro têm tomado o cuidado de anunciar a permanência do meia apenas para a disputa da competição sul-americana.

“O Alex tem intenção de se transferir para a Europa, mas é no meio do ano que vem, não agora”, assegura o diretor de Futebol do clube mineiro, Eduardo Maluf.

Publicamente, Alex garante que ainda não recebeu nenhuma proposta oficial, mas a diretoria celeste está ciente de que o assédio já começou. “O Alex já tem proposta, nós já sabemos”, disse Maluf. “Mas as propostas que podem surgir agora não são para os centros que ele gostaria de ir”, pondera o diretor. “O Alex é um cara inteligente e sabe que tem mercado na Espanha, na Inglaterra. Por isso ele vai esperar.”

Durante o Brasileirão, quando meia cruzeirense já gozava do título de grande destaque do campeonato, os dirigentes celestes decidiram antecipar as conversas em torno da renovação de seu contrato. Maluf revela que já aconteceram duas rodadas de negociação. Alex, no entanto, declarou recentemente que a proposta apresentada pelo clube não o “encantou”.

Segundo o diretor de Futebol do Cruzeiro, após o término do Brasileiro, o procurador do jogador, Marcel Figger (filho do empresário Juan Figger), se reunirá com os dirigentes mineiros, em Belo Horizonte, para tratar do assunto.