O jogo Flamengo x Athletico mostrou que, apesar das turbulências, o atual campeão brasileiro é favorito para o bi. Com um elenco que sobra diante dos adversários, o Mengo venceu o Furacão por 3×1, neste domingo (4), no Maracanã, e entrou no G4 do Campeonato Brasileiro. Apesar da derrota, o Rubro-Negro tem pontos que devem ser colocados no plano do técnico interino Eduardo Barros nas próximas partidas.

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O principal ponto é a participação de Renato Kayzer. Ele foi um centroavante mais efetivo, ameaçando a defesa adversária e marcando um gol de camisa 9. O jogador recém-contratado passa a ser uma opção real para o Athletico, que estava carente de um jogador com essas características. No mais, o Flamengo demonstrou a superioridade não só em relação ao Furacão, mas também a todos os outros clubes brasileiros. Em campo, Arrascaeta e Everton Ribeiro acabaram com o jogo.

Flamengo x Athletico: os times

Eduardo Barros resolveu colocar o time reserva em campo – à exceção de Santos e Abner. De resto, todos os titulares preservados, alguns no banco e outros sequer tendo ido ao Rio de Janeiro. E a primeira sensação era a de dúvida. Sem Jonathan, era Léo Gomes quem jogaria improvisado na lateral-direita. Khellven novamente foi descartado. Qual será o problema do jovem jogador? O que se ouvia do CT do Caju é que ele estaria até treinando em separado.

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No meio, finalmente veríamos Alvarado e Jorginho jogando desde o início. O colombiano, além disso, jogaria na dele, coisa rara desde que estreou no Athletico. Já Jorginho só tinha entrado em situações específicas – ou com pouco tempo ou com o jogo decidido. E Renato Kayzer também começaria jogando, e sobre ele se colocavam as maiores expectativas no Maracanã.

Do lado carioca, o auxiliar do auxiliar do Flamengo (Jordi Gris, já que Domènec Torrent e Jordi Guerrero estão com covid-19) não trazia de volta todos os jogadores que estavam infectados com o novo coronavírus. Diego, Rodrigo Caio e Everton Ribeiro iam para o banco de reservas, mas Isla e Filipe Luís reapareciam entre os titulares.

Bola rolando

Com um time descansado, o Athletico apostava na forte pressão desde a saída de bola no Flamengo. Foi assim que Alvarado acertou a trave bem no início do jogo, e era assim que se esperava diminuir o ritmo dos donos da casa. E como se sabe, só se enfrenta o atual campeão brasileiro também atacando, e Hugo Souza trabalhou bem no chute de Abner. Só que o adversário tem recursos, e imediatamente respondeu com Pedro.

Léo Gomes na cola de Bruno Henrique. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Em alguns momentos, o Flamengo parecia o time de Jorge Jesus – principalmente quando Arrascaeta tinha espaço. Mas o Furacão encontrava espaços entre Gustavo Noga e Natan, tanto com Carlos Eduardo (que teve um lance polêmico em que o VAR interferiu acertadamente) quanto com Renato Kayzer. O jogo era aberto e bastante movimentado, numa velocidade que não poderia ser acompanhada pelo desgastado time titular rubro-negro.

O rendimento atleticano no primeiro tempo tinha sido bom. Mas a etapa terminava com o domínio do Flamengo, que levava vantagem no meio-campo, apesar de Gerson estar tecnicamente mal. A questão fundamental estava no camisa 14 carioca, que levava vantagem no duelo com Richard. E essa situação iria ficar mais complicada na etapa final, porque Everton Ribeiro entrara no lugar de Vitinho.

Pressão flamenguista

Mais forte, o Flamengo partiu para cima na volta do intervalo. E justamente com Everton, que obrigou Santos a fazer uma defesaça com um minuto de jogo. O controle aumentou até Pedro ganhar no pé de ferro de Aguilar e tocar na saída do goleiro atleticano. E no lance seguinte Léo Gomes cometeu pênalti. Bruno Henrique cobrou e os donos da casa encaminharam o resultado em apenas cinco minutos.

O Athletico não desistiu. Eduardo Barros reforçou o time com Erick e Ravanelli nos lugares de Alvarado e Lucho. Diminuiu com Renato Kayzer, que teve uma atuação de futuro titular do ataque. E logo depois Christian entrou, dando novamente a configuração que arrumou o meio-campo rubro-negro. Mas Everton Ribeiro resolveu de vez o jogo no chute que desviou em Zé Ivaldo.

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O resultado foi normal. O Flamengo tem um repertório que nenhuma outra equipe tem no futebol brasileiro, tanto no time titular quanto no banco de reservas. Que outro clube se daria ao luxo de preservar um craque para o segundo tempo? Com o time quase inteiro reserva, o Furacão resistiu até onde foi possível.