O empate foi o resultado justo de Botafogo x Coritiba. Os dois times até tentaram, tiveram algumas chances, mas ninguém saiu merecedor de uma vitória. O principal fato do 0x0 desta quarta-feira (2), no Nílton Santos, foi ver um Coxa com mais segurança defensiva. A organização que se esperava na ‘era Jorginho’ apareceu e foi responsável pelo jogo em que o time correu menos riscos neste Campeonato Brasileiro.

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Se tivesse um pouco mais de poderio ofensivo, mais companhia para Robson, talvez o Coritiba pudesse vencer a partida. Mas, depois do início complicado, marcar sete pontos em nove jogos é uma recuperação consistente para os alviverdes. E com destaque para Matheus Bueno, que esteve presente nas últimas três partidas e ontem foi o melhor em campo.

Botafogo x Coritiba: os times

Jorginho decidiu escalar os “quatro Matheus” – além do William na lateral-esquerda, o meio-campo com Sales, Bueno e Galdezani. O trio tinha funcionado nas vitórias sobre o Bragantino e o Sport, e portanto havia razões para a troca (Luiz Henrique começara no último jogo). As outras trocas do Coritiba eram na defesa. Rodolfo jogava por conta do desconforto muscular de Rhodolfo, e Jonathan ganhava nova chance na lateral-direita.

O desafio alviverde era ser eficiente. Diante de um adversário pressionado, era uma oportunidade do estilo do treinador ser utilizado. Um time mais forte na marcação (afinal, jogava com três volantes), que tinha saída em velocidade com Neílton e exploraria o nervosismo do Botafogo. O time de Paulo Autuori voltaria a jogar com três zagueiros, num desenho que tentava dar liberdade para Honda e para o estreante Salomon Kalou.

Matheus Galdezani disputa com Kalou. Foto: Vítor Silva/Botafogo

Está valendo!

Logo no início do jogo ficou claro que o problema defensivo do Botafogo, visto na partida contra o Paraná Clube na Copa do Brasil, se repetia. Rafael Forster ficava perdido entre ser zagueiro e ser volante, e nesse espaço entre as linhas o Coritiba poderia se dar bem. Com apenas sete minutos, a primeira longa parada para a ação do VAR, que apontou impedimento no gol dos donos da casa.

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Mas o Coxa era melhor no jogo, e Robson obrigou Gatito Fernández a fazer um milagre. Só que antes mesmo dos 20 do primeiro tempo Neílton se machucou e Jorginho apostou em Yan Sasse em seu lugar – ele foi para a extrema direita, mudando Robson de posição. A esquerda, com William Matheus, mais uma vez era o setor alviverde mais forte.

Neílton ficou pouco tempo em campo. Foto: Divulgação/CFC

O jogo, no geral, era equilibrado. O Botafogo tentava ficar mais com a bola, mas errava muitos passes. O Coritiba se defendia bem e levava mais perigo, e arriscava quando o espaço abria. Faltava mais a participação de Sassá, que tentava jogar entre os zagueiros, mas finalizava pouco. Mas o saldo do primeiro tempo foi positivo para os visitantes.

Segundo tempo

Os donos da casa tentaram fazer uma blitz após a volta do intervalo. Honda e Kalou se aproximaram e o Botafogo ficou no campo alviverde. Só depois dos 15 minutos o Coritiba saiu do sufoco, e Robson novamente fez Gatito Fernández trabalhar. Jorginho resolveu mexer, sacando Yan Sasse e promovendo a estreia de Hugo Moura. E Igor Jesus entrou no lugar de Matheus Galdezani – uma mudança estranha.

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Com as alterações, o Coxa não tinha mais uma saída em velocidade, apostando em uma imposição física em um momento do jogo em que o Botafogo caía de produção. Só que o time ficou sem organização, tanto que Jorginho arrumou as coisas colocando Giovanni Augusto e Wellissol nas vagas de Sassá e Robson. Mas já era a reta final da partida, e o jogo ficou num empate justo sem gols.