Em um outro país, provavelmente não teria acontecido o Athletico x Goiás desta quarta-feira (12). Mas estamos no Brasil, todo mundo sabe como são as coisas por aqui, e a bola rolou na Arena da Baixada. E o Furacão venceu por 2×1, com uma belíssima atuação de Vitinho.

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Mas tudo que antecedeu esse Athletico x Goiás reforça a quantidade industrial de erros que o futebol brasileiro cometeu nessa volta às atividades. Sabemos que não deveria ter sido retomado o Campeonato Carioca quando foi. Aqui no Paraná, a bola rolou em dia de recorde de óbitos. E o Brasileirão foi iniciado no dia em que choramos mais de 100 mil mortos pela covid-19.

O fato de o Goiás ter perdido 12 jogadores com testagem positiva e ser praticamente obrigado a jogar se soma ao inacreditável OK da CBF para que quatro atletas do Atlético-GO também com resultado positivo no teste para covid-19 entrassem em campo contra o Flamengo. Sem contar que a cartolagem já fala em jogos com público mesmo que não tenhamos queda considerável no número de casos e óbitos. É bobagem esperar bom sendo dos dirigentes do futebol brasileiro.

Athletico x Goiás: a tática

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Apesar das mudanças de peças, não haveria mudança no perfil tático do Athletico. O meio-campo seria menos combativo sem Léo Cittadini e com Fernando Canesin ao lado de Marquinhos Gabriel. Mas o desenho era igual, com Nikão e Vitinho nas extremas e os dois armadores mais próximos a Wellington. O Goiás, com algumas improvisações, ficava todo agrupado e dava campo ao Furacão.

Vinícius Mingotti cercado por adversários. O atacante teve poucas oportunidades. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

E no final das contas, nem houve muito tempo para vermos Canesin e Marquinhos juntos, porque o camisa 10 rubro-negro se chocou com Daniel Bessa e acabou não só saindo de campo como indo direto para o hospital. Cittadini talvez nem jogasse, mas acabou sendo preservado por apenas 24 minutos. A bola voltou a rolar após longa interrupção, justamente quando o Athletico estava encontrando espaços pela esquerda.

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O gol saiu exatamente por ali, com Vitinho, que era o mais participativo dos jogadores do Furacão. Lance todo construído por ele, fazendo pela esquerda o que Nikão faz pela direita – recebendo na extrema, colado à linha lateral, fechando para o meio e chutando com extrema qualidade.

Futebol é assim

Sem forças para reagir, o Goiás seguia todo recuado. E no embalo de Vitinho, o Athletico seguiu controlando o jogo e muito perto de ampliar a vantagem. As inversões de jogada eram muito eficientes – quase todas da direita para a esquerda -, alargando o campo e dificultando a marcação adversária. Só que Thiago Heleno cometeu pênalti no primeiro chute esmeraldino no jogo. Daniel Bessa cobrou e empatou. O Furacão teria que subir de novo a montanha.

E o segundo tempo começou do mesmo jeito do primeiro – o Athletico tentando pressionar e o Goiás todo em seu campo de defesa. Para brecar os avanços de Vitinho, Ney Franco trouxe Luiz Gustavo (zagueiro de ofício, mas jogando como volante) para marcar na linha dos zagueiros. Funcionou, e com o adversário recuado, faltava espaço e criatividade. O Rubro-Negro caiu de rendimento.

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Mas após a entrada de Carlos Eduardo na referência, no lugar de Vinícius Mingotti, o Athletico tentou pressionar, e começou a ficar mais no campo do Goiás. E aí a infalível lei do ex se fez presente, no segundo gol rubro-negro que teve participação decisiva de Vitinho, ao apostar em uma bola perdida e deixar o companheiro com o gol vazio. O jovem atacante do Furacão fez sua melhor atuação pelo clube, sendo decisivo do início ao final do jogo.


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