| Foto: Ciciro Back |
| Nação alviverde sofreu no começo do ano, mas riu por último ao festejar o título em plena Arena. continua após a publicidade |
Uma diretoria nova, um comando do futebol novo e um treinador que chegou em cima da hora. A volta do Coritiba à 1.ª divisão nacional exigia um planejamento feito com mais antecedência, mas as eleições em dezembro atrasaram as mudanças que o clube precisava. Atrasaram? Sim, o time demorou a engrenar, viveu altos e baixos, mas se redimiu na fase final com o brilho do atacante Keirrison, as jogadas fundamentais do meia Carlinhos Paraíba e do comando de Dorival Júnior, que conseguiu unir um elenco heterogêneo e partir para o título.
Falando assim parece até fácil, mas não faltaram momentos para a equipe entrar em crise. Uma derrota para esse mesmo Atlético na 1.ª fase foi até considerada normal. No entanto, perder para o J. Malucelli com um futebol irreconhecível não agradou a ninguém. Ganhar dos pequenos e perder os clássicos, como se repetiu contra o Paraná Clube, também colocaram o trabalho em xeque, mas uma incrível sequência de quase mil minutos sem tomar gols animou os torcedores, que enxergavam na equipe alviverde um páreo para o então invicto Furacão.
No entanto, as derrotas para Toledo e J. Malucelli, já na 2.ª fase, mostraram aos dirigentes que a torcida coxa é exigente. O presidente Jair Cirino dos Santos sentiu na pele a revolta da galera e deixou o Janguitão ainda no 1.º tempo para evitar maiores problemas. A derrota também foi emblemática. Antes do confronto, Tonico Xavier tinha deixado o comando do futebol. Depois, foi a vez de Édison Mauad sair. Crise? O futebol do clube estava à deriva e Homero Halila foi chamado para segurar as pontas enquanto o clube procurava um profissional do setor.
Apesar de todas as dificuldades, Halila soube acalmar os ânimos, deu forças para o treinador trabalhar embora a desclassificação na Copa do Brasil e apostou que o time iria crescer de produção. Acertou. O resto da diretoria também parou de brigar pelos direitos de Keirrison na Justiça e o craque despertou. Desandou a fazer gols e foi decidindo nas semifinais e na final. E nem os desfalques atrapalharam. Quem entrou deu conta do recado e a derrota para o Atlético ontem na Baixada nem será lamentada. Valeu a conquista, a 33.ª, e na casa do adversário.