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Diante da gravidade do caso e da necessidade de se definir um classificado à segunda fase da Copa do Brasil, o Superior Tribunal de Justiça (STJD) marcou para sexta-feira o julgamento do pedido de impugnação da partida entre Aparecidense e Ponte Preta, feito pelo time paulista. O julgamento vai acontecer na sede da OAB do Ceará a partir das 16 horas e o relator sorteado foi Ronaldo Botelho Piacente.

Na semana passada, a Ponte Preta entrou com um pedido de impugnação alegando que a decisão do árbitro Léo Simão Holanda de anular o gol do atacante Hugo Cabral, marcado aos 44 minutos do segundo tempo, foi tomada após interferência externa. O jogo ficou paralisado por 16 minutos.

Após receber o pedido de impugnação, o presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, determinou à CBF a não homologação da vitória da Aparecidense sobre a Ponte Preta, por 1 a 0. Na prática, o jogo está suspenso.

O jurídico da Ponte Preta alega interferência externa e pede a impugnação do jogo contra a Aparecidense. “Temos convicção de que há provas suficientes para que o jogo seja anulado”, assegura o diretor jurídico do time paulista, Giuliano Guerreiro.

Para não atrapalhar o andamento da Copa do Brasil, já que o jogo entre Bragantino-PA e Aparecidense, pela segunda fase, estava marcado para o dia 27, o STJD marcou o julgamento em caráter de urgência.

O lance contestado pela Ponte Preta aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, quando perdia por 1 a 0 e buscava o empate para chegar à segunda fase. Após um rebote do goleiro da casa, Hugo Cabral mandou para as redes deixando tudo igual. O empate daria a vaga ao time campineiro. Tanto o árbitro, quanto o auxiliar, validaram inicialmente o gol, mas a Aparecidense não deu continuidade no jogo e ficou reclamando de impedimento do atacante.

Depois de quase sete minutos, o delegado da partida, Adalberto Grecco, aparece na imagem conversando com o auxiliar Samuel Oliveira Costa, que corre até o árbitro Léo Simão Holanda e marca o impedimento do jogador. A anulação do gol provocou críticas dos jogadores da Ponte Preta, que alegam terem visto a possível interferência externa. “As imagens da televisão também deixam isso bem claro”, reforça Guerreiro. Ele espera que o jogo seja anulado e que o novo confronto seja disputado em campo neutro, provavelmente em Goiânia (GO).