Vaná saiu da sombra para uma escalada respeitável na meta coxa-branca. O goleiro assumiu a camisa 1 nesta temporada e acumula seis partidas sem sofrer gols. A solidez defensiva honra o seu propósito de provar que com apenas 23 anos teria a segurança suficiente para ser o titular do Coritiba.

A fase inviolável pode fazer com que ele quebre dois recordes em apenas um jogo. No apito inicial, sábado, contra o Cascavel, ele entra no gramado do Couto Pereira, com a 9ª melhor marca em minutos sem tomar de um goleiro do Coxa, com 548 minutos de invencibilidade. Se não tomar gol até os 8 minutos do segundo tempo, Vaná supera os 601 minutos de invencibilidade de Roberto Costa, E se resistir até os final da partida, tomará o sétimo posto que é de Jairo desde 1974, com 637 minutos sem ser vazado.

“Acho que essa boa fase é fruto do trabalho de todo o grupo, que vem assimilando muito bem as funções táticas que o Marquinhos nos pede, passando pelos jogadores de frente até nós do sistema defensivo. É um grupo que está buscando seu espaço, trabalhando muito e os resultados apareceram. Mas somente com nosso trabalho é que vamos conseguir manter isso”, afirmou o jogador. “Eu estou feliz pelo reconhecimento do momento, mas sei que há muito ainda para crescer como profissional e estou buscando meu espaço, amadurecendo jogo a jogo”, acrescentou.

A formação com dois zagueiros e três volantes fortaleceu a retaguarda alviverde e ajudou a impulsionar o substituto de Vanderlei, negociado com o Santos. “Queria ser avaliado jogando porque estava preparado para aproveitar essa oportunidade. O Vanderlei ficou oito anos no clube, é um dos grandes goleiros que passaram aqui, fez mais de 300 jogos. Tinha uma liderança reconhecida no elenco. Como goleiro, então nem precisa falar. Mas não tem comparação nenhuma”, explicou o jogador.

Se ele recusa comparações com o antecessor, acabou sofrendo com outra semelhança. Por causa da habilidade com os pés na saída de bola, viu um apelido se propagar nas redes sociais: de “VaNeuer”, mistura do seu nome e do goleiro campeão do mundo com a Alemanha. Ele mesmo reconheceu que o apelido era demais e pediu calma para a torcida.

E foi exatamente com os pés que ele falhou em uma saída de bola contra o Foz na única derrota da equipe da temporada e última que vez que o time sofreu gols.

Desde então, o jogador, que é um dos líderes no vestiário e cuja postura foi elogiada pelo próprio Alex, começou a conquistar a torcida alviverde. Ninguém lembra que ele começou o rival no Atlético. Nem ele. “Terminei a base aqui, então me considero daqui”, resumiu Vaná, que subiu para o profissional em 2011.
“Ele é um excelente profissional, sempre reparei no quanto é dedicado nos treinos. O time todo tem jogador bem e isso ajuda na defesa. Quando a marcação começa lá na frente. Vamos tentar ajudar para que ele conquiste cada vez mais marcas”, reforçou o zagueiro e capitão Leandro Almeida.

Show! Veja mais na coluna de Luiz Claudio Massa