O Coritiba está sofrendo. O torcedor, então, nem se fala. Ontem, foi mais uma jornada dura de acompanhar no Couto Pereira. Pressionado pelas crises dentro e fora de campo e refletindo isso numa quantidade absurda de passes errados, o Coxa ficou no 0x0 com a Ponte Preta, uma equipe mais organizada e que levou muito perigo, principalmente no primeiro tempo. Com a terceira partida sem marcar gols e perdendo quatro pontos em dois jogos em casa, o Cori segue com os pés fincados na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Ney Franco tentou uma armadilha na etapa inicial. Escalou Alan Santos para melhorar ainda mais a saída de bola, avançou Marcos Aurélio e mudou o posicionamento de Esquerdinha e Thiago Galhardo. Tudo para surpreender a Ponte e tentar botar pressão logo no início da partida. Mas não adiantou. Quem foi surpreendido foi o Coxa, com a marcação forte na saída de bola que praticamente tirava Alan e Lúcio Flávio do jogo.

Diferença

Era possível notar a diferença entre os dois times. Mesmo com jogadores promissores e experientes em campo, o Coritiba sofria com as dificuldades técnicas e com o nervosismo. Já os visitantes eram mais organizados, tinham um sistema de marcação muito forte e saíam em alta velocidade. Foi assim que Biro Biro apareceu na cara do gol, e não fosse a ação de Wilson e esse relato seria sobre uma derrota e não sobre um empate.

Teve mais, teve uma bola na trave num tirambaço de Felipe Azevedo, outro dos ‘ligeirinhos’ do ataque da Macaca. E quando não achava espaço para a velocidade, a Ponte sabia cadenciar o jogo graças à qualidade superior de Renato Cajá. Apenas na reta final do primeiro tempo o Coritiba teve mais presença no campo ofensivo, mas não chegara uma vez na área de Marcelo Lomba. Os arremates todos foram de fora da área.

Homenagem

O projeto Grandes Cronistas, lançado pelo Coritiba no último dia 28, homenageou, ontem, Vinícius Coelho, colunista da Tribuna. Ele trabalhou em emissoras de rádio, televisão, lançou livros referentes a história do time Alviverde e foi um dos compositores do hino “Eterno Campeão”, do Coxa. Além disso, foi ele quem narrou a conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1985 para o Paraná.

O projeto coloca em pauta perfis de profissionais que ajudaram a escrever a história do esporte e tem como objetivo levar um pouco da história da crônica aos novos profissionais e ao público geral.

Vacilo! Leia mais do Coxa na coluna do Massa!