O Coritiba terá pela frente uma árdua missão hoje, a partir das 21h: encarar o Atlético-MG, nada menos que o líder do Campeonato Brasileiro e dono do melhor ataque da competição, com 25 gols marcados, e da melhor defesa, que foi vazada apenas oito vezes. Além disso, o jogo é no Independência, onde o Galo jogou seis vezes até aqui e somou cinco vitórias e apenas um empate.

Números que mostram porque o clube mineiro está em primeiro lugar na tabela, mesmo com um jogo a menos. Porém, não impressionam o técnico Marcelo Oliveira, que conhece bem o adversário. Entre jogador, auxiliar-técnico e treinador, o atual comandante coxa-branca passou 24 anos no Atlético-MG e admitiu que a torcida é um diferencial. “Não tem nada fácil em um campeonato como este. Eu mais do que nunca sei como é a torcida do Atlético-MG. Ano passado eles sofreram jogando fora de Belo Horizonte e agora fizeram do Independência um alçapão e vamos sofrer isto. Mas não há o que temer, temos que procurar jogar”, avaliou o treinador.

E como fazer para conquistar pontos diante de um rival que atravessa um ótimo momento? Segundo Marcelo Oliveira, o Alviverde tem que esquecer estes números e buscar jogar o seu melhor, uma vez que não é impossível voltar para casa com um resultado positivo. “Tudo é teórico, temos que enfrentá-los com respeito, mas no futebol não tem nada lógico. Se formos pensando que não temos chances, melhor nem jogar. O time pode se superar”, declarou.

Para os jogadores, um empate em Minas Gerais não seria um resultado negativo, mas o discurso é de que o Coritiba vai pegar o líder pensando em conquistar a segunda vitória fora de casa no Brasileirão. “Sabemos que vamos encarar uma grande equipe que é o Atlético-MG. Eles têm jogadores qualificados, mas temos que impor o nosso ritmo, dar o nosso máximo e procurar vencer. Temos que jogar de igual para igual e a melhor forma de se fazer isto é buscando a vitória. O empate não seria ruim, mas temos condições de sair de lá com a vitória”, afirmou o volante Gil, que pode atuar como lateral.