O Vitória, primeiro time fora da ZR, tem hoje um aproveitamento de 36,56%, que projetado até o final da temporada, corresponderia a 42 pontos. A diferença pode não parecer tão grande, mas é ‘enorme’ se imaginarmos a matemática do Coritiba pela sobrevivência. Independente de qualquer prognóstico, um detalhe é certo. O Verdão já não conseguirá mais se manter na Série A apostando apenas na sua pontuação em casa. Caso vença os três jogos que tem pela frente no Couto Pereira, chegaria no máximo a 42 pontos. Assim, terá que buscar ao menos um empate como visitante.
Para não depender de tropeços dos rivais – já que perde nos critérios de desempate (tem só oito vitórias) – o Coxa teria que pelo menos vencer um jogo longe de sua torcida. Serão quatro chances para melhorar o desempenho pífio, até aqui, fora de casa. O Coritiba vai encarar o Corinthians, sábado, no Itaqueirão. Depois, ainda irá ao Rio de Janeiro para pegar o Flamengo, a Salvador para encarar o Vitória e a Belo Horizonte, onde pega o Atlético Mineiro. Vencer um jogo (e de preferência o próximo) aliviaria, em muito, a pressão que o grupo tem carregado para os jogos disputados no Alto da Glória.
“É claro que essa posição desconfortável gera uma ansiedade, um nervosismo, que acaba comprometendo também o desempenho técnico”, admitiu o técnico Marquinhos Santos. Uma situação em que o clube se enfiou por conta de uma campanha muito ruim, ao longo de todo o Brasileiro. A exceção fica por conta, apenas, dos números obtidos por Marquinhos Santos no Couto Pereira. De resto, o Coritiba demonstra um futebol instável e compatível com a sua posição na tabela. São, no total, 26 rodadas atolado na ZR. O pior desempenho geral do clube na era dos pontos corridos.
