Em férias, Rafinha foi ao Couto Pereira e viu de perto todo o sofrimento do torcedor coxa. Porém, ele descartou qualquer possibilidade de voltar ao clube, neste momento. Atuando pelo Al-Shabab, dos Emirados Árabes Unidos, ele admite que sente saudades do Brasil e, em especial, do Verdão, onde conquistou a Série B de 2010 e viveu grandes momentos no Brasileiro e na Copa do Brasil. “Dá aquela vontade de estar lá dentro, ajudando. É sempre bom ver o quanto o torcedor gosta da gente. Mas, neste momento, não tenho condições de voltar”, cravou.

Rafinha deixou claro que ainda tem pendências com o Coxa. Com o clube vivendo dificuldades técnicas, o meia foi cercado por torcedores, que pediam insistentemente o seu retorno. O apelo se estendeu até os dirigentes presentes no Couto Pereira. Porém, as limitações do Coritiba não são apenas técnicas, mas também financeiras. Tanto que até o momento nenhum reforço ‘de peso’ foi entregue ao técnico Celso Roth. Apenas o zagueiro Welinton, o lateral Reginaldo e o atacante Jonatha Fumaça
chegaram.

Destes, apenas Welinton fez a sua estreia ontem. O clube tenta, ainda, o acerto com o atacante André Lima, mas esbarra em questões legais que envolvem a transferência do jogador do futebol chinês. Já o meia Carlos Eduardo, ex-Flamengo, até o momento não conseguiu resolver a sua vida com o Rubin Kazan, da Rússia. Para vestir a camisa coxa, o meia teria que convencer o clube detentor de seus direitos federativos a pagar a maior fatia do seu salário (cerca de 80%).

É neste panorama que o Coritiba segue para a parada do Brasileiro, sabendo que terá que agir com precisão e rapidez durante o recesso do futebol brasileiro, para retornar com uma nova cara, a partir de julho. Resta saber se as mudanças serão no volume necessário para, ao menos, fazer do Coritiba um time minimamente confiável.