A pré-temporada é o período apontado como fundamental para que as equipes adquiram fôlego ao longo do ano. No caso do Coritiba, que à exemplo das temporadas anteriores pode fazer uma verdadeira maratona de jogos em 2013, tornou-se consenso de que a preparação que começa dia 6 de janeiro em Assunção, no Paraguai, deverá ser minuciosa. Para o diretor médico do Coxa, Lúcio Ernlund, só assim as lesões, que em 2012 foram acima do esperado, poderão ser evitadas. “Participei de reuniões com o presidente Vilson [Ribeiro de Andrade], onde foi definida a necessidade de uma pré-temporada mais longa, para que os atletas entrem nas competições em condições físico-técnicas mais próximas do ideal de cada um. Assim há mais chances de redução do risco de lesões”, afirma.

A temporada recém encerrada foi atípica para o Coritiba, no que diz respeito às lesões (26 ao todo). O time teve um bom desempenho em campo, mas em contrapartida sofreu com o desgaste e a quantidade excessiva de jogos – o calendário Coxa foi o mais completo da história do Coxa, com 76 partidas disputadas. Ainda nessa conta devem ser acrescidos os treinamentos e as viagens do elenco. O departamento médico esteve cheio e, na visão de Lúcio Erlund, os dois fatores têm ligação direta. “Com 76 partidas disputadas em 10 meses, o Coritiba jogou quase duas partidas por semana em 40 semanas. As lesões esportivas têm uma relação muito clara entre o aumento de exposição e o aumento do risco, ou seja, quanto mais se joga maior a chance de lesões”, aponta. A expectativa do setor para 2013 é que os atletas consigam manter o alto rendimento, prevenindo e minimizando lesões.

Foi tão sobrecarregada a temporada de lesões, que ainda há jogadores em fase de recuperação, como é o caso do atacante Keirrison. Segundo Lúcio Ernlund, a grande maioria das lesões foi de origem traumática, o que tornam as recuperações mais demoradas.