Quartas de final

No banco do Cascavel está Foiani, ex-volante do Coxa

Se nos gramados Paulo Foiani não passou de volante esforçado, como treinador ele se prepara para um momento “mágico”. Desafiar com o modesto Cascavel o principal candidato ao título paranaense. Seria um feito único para ajudar a alavancar a jovem carreira como técnico. Classificado em oitavo no Campeonato Paranaense, ele terá de encarar no mata-mata estadual o Coritiba, onde há 19 anos começou a materializar os seus sonhos no futebol.

Nedo Xavier era técnico da base do Coxa e gostou da atuação daquele volante dedicado do Londrina, em um duelo no VGD entre os times juniores. Chegou ao Alviverde em 1995 para disputar a Copa São Paulo e foi promovido ao profissional.

“Tenho um carinho enorme pelo Coritiba. Fui muito bem acolhido. O clube me deu a grande oportunidade no futebol. Jogar em um time grande, nos principais estádios contra as melhores equipes. Tive retorno e até o meu primeiro apartamento eu comprei quando jogava lá”, relembrou Foiani. Ele voltou este ano ao Couto Pereira, pela 10ª rodada e conta ter recebido o carinho de alguns torcedores que lembraram dele mesmo tanto tempo depois.

Pelo Coxa, conquistou o título da Copa dos Campeões (1997) e do Paranaense (1999). Mais na raça do que na técnica. “Como atleta, era voluntarioso. Nunca fui craque. Era esforçado, venci muitos obstáculos e consegui jogar com a vontade, o vigor físico, superação e dificuldade”, admitiu. “Já como técnico, você tem condições de ser cada vez melhor”, planeja.

Dos vinte clubes que defendeu na carreira, o Coritiba foi onde ele ficou por mais tempo (1995-2001). Mas, a oportunidade inesquecível na carreira ele viveu no Hoa Phat, do Vietnã. “Se me perguntar se ganhei dinheiro, vou dizer que não. Mas foi uma experiência incrível”, lembra.

Lições de superação que viveu e viu ele tenta transmitir aos jogadores do Cascavel. Time campeão da Série Prata e com a base mantida em 2015, a Serpente tem no empenho dos atletas e na filosofia de pagar certinho as condições de surpreender o Coxa no domingo. Como? “Jogando, encarando eles de igual para igual. Tendo uma organização e tendo coragem e confiança para jogar”, ensina.

Sintonia fina! Leia mais do Coxa na coluna do Massa!