O Coritiba teve um dia de susto com a notícia de que as empresas que detém parcelas dos direitos econômicos de Robinho poderiam pedir uma multa pela negociação do meia com o Palmeiras ter sido feita sem a anuência da DIS, da Etika e da LA Sports. Mas os dois clubes e as ‘parceiras’ se acertaram e o negócio está definitivamente concretizado.

A notícia foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, e dizia respeito à DIS (o famoso Grupo Sonda) e à Etika. As duas empresas garantiam não ter sido consultadas e ameaçavam entrar na Justiça. “O Coxa não poderia ter mandado jogador para o Palmeiras sem formalizar tudo isso na transferência, carregando o percentual dos parceiros para uma eventual negociação futura do Palmeiras com o atleta. É simples, mas tem de estar formalizado. Foi amadorismo do Coritiba”, comentou Luiz Alberto Martins de Oliveira Filho, dono da LA Sports, a quinta ponta dessa história.

Luiz Alberto confirmou que não tomaria nenhuma atitude, mas não podia falar pelos outros dois grupos. Foi preciso realizar uma reunião entre Coritiba, DIS e Etika para resolver a parada – pelo Coxa, estiveram o diretor executivo João Paulo Medina e o coordenador de futebol André Mazzucco. “Sem essa conversa a gente iria executar, brigar com o Coritiba na Justiça. Vai ser providenciado um documento de que vamos ficar com uma parte do atleta e vamos receber alguma coisa do Palmeiras, mas não chegamos a valores”, disse Roberto Moreno, da DIS, à ESPN.

O empresário admitiu que o assunto não poderá ser estendido por conta da mudança das regras de transferências, que impedem que empresas ou pessoas físicas dividam direitos sobre jogadores. “Agora vamos ter outras reuniões, trocar minutas e tudo. Em função da nova legislação da Fifa eu não sei se podemos arrastar o nosso percentual. A princípio não vamos nos opor”, completou Roberto Moreno, aliviando a barra de Coritiba e Palmeiras.