Em quatro jogos no comando do Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira tirou a equipe da zona do rebaixamento, somando duas vitórias e duas derrotas. No entanto, o Coxa vem sofrendo uma irregularidade que passa, principalmente, pelo setor de criação do elenco. Até aqui, o treinador vem convivendo com problemas para armar o meio-campo do Alviverde.

Somente os volantes Jonas e Matheus Galdezani foram titulares nas quatro partidas com Marcelo Oliveira, seguidos pelo também volante Alan Santos, que jogou as últimas três rodadas. O grande problema está no quarto homem. Tiago Real, Yan Sasse e o lateral-esquerdo Thiago Carleto atuaram por ali, mas nenhum teve uma atuação destacada.

“Nós estamos jogando sem um meia. Nós optamos pelo Rildo e Carleto (na derrota para o Atlético-GO) e essa saída fica com o Galdezani e Alan Santos. O Galdezani melhorou de outros jogos, mas tem sido um problema essa transição do meio para frente. Erramos muito lançamento e inversão, coisas simples”, avaliou o comandante coxa-branca.

Para a posição, o Coritiba conta, além dos que já foram testados, com Anderson, Daniel e Baumjohann. Os dois primeiros estão lesionados, sendo que Anderson está na reta final de recuperação de uma lesão na coxa. Já o alemão vem ficando no banco de reservas, mas parece não ter a confiança de Marcelo Oliveira, que em nenhum momento cogitou colocá-lo em campo.

Porém, o problema de criação no Coxa não é de agora. Desde que o treinador era Pachequinho, o time não tinha um armador. Tanto que a melhor fase do Alviverde na temporada foi no 4-3-3, quando Alan Santos, Matheus Galdezani e Anderson formaram o chamado ‘trivote’, na reta final do Campeonato Paranaense, com Kléber à frente e Henrique Almeida e Iago caindo pelos lados do campo.

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A formação surtiu efeito mas ficou pouco tempo em atividade. Logo na primeira rodada do Brasileirão, Anderson se machucou e o trio foi desfeito, com Jonas, que é mais forte na marcação, virando titular. Diante da má fase na competição e da necessidade de conquistar resultados, Pachequinho foi alterando a forma de o Coritiba jogar, impedindo uma sequência da formação.

Com Marcelo Oliveira, a ideia é jogar com um volante de marcação, dois centralizados e mais um aberto pelo lado, junto com um atacante de velocidade. Justamente aí é que vem sendo o problema, para encontrar alguem que faça as jogadas em diagonal, saindo do lado para armar. Se estiver recuperado, Anderson fará esta função no domingo, contra o Santos. Caso o contrário, Carleto deve ser mantido. De qualquer maneira, é o grande ponto que o treinador terá que corrigir para fazer o time se aproximar do G6 e fugir da zona de rebaixamento.