O novo Conselho Administrativo chega já tendo que solucionar uma série de questões de forma imediata. A primeira delas envolve o comando técnico do clube. Marquinhos Santos, que durante a semana chegou a acertar com o Vasco, mas voltou atrás, por problemas particulares (não poderia deixar Curitiba, neste momento), é a prioridade. Durante o seu discurso da vitória, Rogério Bacellar confirmou que o treinador continua encabeçando a lista de preferências. “Vamos analisar a questão econômica do clube. Esse é o primeiro passo. Mas, acredito que poderemos ter um bom encaminhamento com o Marquinhos”, afirmou.

A ‘pasta’ futebol estará nas mãos de Ernesto Pedroso. Um dos mais experientes conselheiros do clube, ele esteve no cargo durante a gestão de Vilson Ribeiro de Andrade, mas afastou-se por divergências de pensamentos. Pedroso era contrário a muitas decisões do então gestor do futebol Felipe Ximenes. A mais emblemática delas foi a saída de Marcelo Oliveira. “Depois disso, o clube mudou muito as diretrizes de contratações e deu no que deu. Precisamos reorganizar o setor, dentro do nosso orçamento e com contratações criteriosas”, comentou Pedroso. Quem estará na linha de frente deste processo é o professor João Paulo Medina, com trabalhos reconhecidos no Inter, no São Paulo e na seleção brasileira.

Caso o acerto com Marquinhos Santos ocorra, o clube já não parte do zero. O treinador já entregou relatório sobre o atual elenco, inclusive envolvendo a série de jogadores que estavam cedidos por empréstimo. “Uma coisa é certa. Não iremos trazer jogadores ganhando salários fora da realidade do clube e, ainda, sem dar o retorno técnico projetado”, explicou Bacellar. “Um clube como o Coritiba não pode ser dar ao luxo de trazer tantos jogadores acima dos R$ 100 mil por mês e, ainda, ter que emprestá-los na sequência. O custo-benefício precisa ser muito bem avaliado e, por isso, confiamos na capacidade do Medina”, disse Bacellar.

A campanha ruim em 2014, que fez o clube mudar de rota por duas vezes (com Roth e, depois, com Marquinhos Santos) também provocou um redirecionamento em termos de contratações. Na ‘era’ Anderson Barros, o Coritiba foi atrás de soluções técnicas, trazendo uma série de jogadores apenas por empréstimo. São os casos de Welinton (Flamengo), Hélder (Bahia), Rosinei (Atlético Mineiro) e Joel (Londrina), para citar alguns. Agora, nesta readequação do departamento de futebol, resta saber se esses jogadores interessam e, principalmente, se esta política de negociação (com empréstimos pontuais) será alterada ou não.