O travessão ajudou na festa do Coritiba na estreia de Marcelinho Paraíba, ontem, contra o Nacional, no Couto Pereira. Mas o que valeu foi a reabilitação alviverde e a estrela do principal reforço do centenário.

Logo na primeira partida com a camisa coxa, o MP9 mostrou porque a torcida estava tão ansiosa para vê-lo em campo. Se a atuação não foi primorosa, ele deu outro nível ao time e marcou gol de quem sabe o que faz. Com o 2 a 1, o Coxa garantiu a segunda colocação e o ponto extra na próxima fase.

Tal qual uma carta na manga, Marcelinho era tudo o que o técnico Ivo Wortmann e a própria diretoria queriam para acalmar os ânimos da galera. Na rodada anterior, a Império Alviverde e o resto do estádio pediram a saída do treinador e do coordenador de futebol Paulo Jamelli.

Ontem, a faixa preta contra os dois sequer foi exibida. Era um gesto claro de que as arquibancadas iriam apoiar o time. E fizeram durante os 90 minutos. Uma festa propiciada pelo futebol do time e pela expectativa em torno do reforço. Até erro de passe foi motivo para aplauso, mas Marcelinho mostrou que erra com estilo.

Dono de um toque diferenciado, ele comandou a equipe em busca da vitória, apesar do Nacional estar bem postado em campo. O time sentiu dificuldades em furar o bloqueio, mas numa jogada de raça de Cleiton no ataque, o primeiro gol saiu.

Ele lutou pela recuperação da bola, entregou a Renatinho na ponta esquerda e recebeu de volta num cruzamento primoroso e num cabeceio melhor ainda para a rede. O Guerreiro do Norte tentou reagir e o técnico Gilberto Pereira colocou o time para cima, mas esbarrou nos erros de finalização. Aí apareceu a estrela do MP9.

Num tirambaço de Pedro Ken, Vinícius rebateu para a linha de fundo, mas Marcelinho foi lá, virou o corpo e chutou cruzado e certeiro. Um gol para poucos, mas para os mais de dez mil torcedores presentes ao Couto comemorarem como se fosse de título.

Estava fácil, mas a defesa deu bobeira. Geandro alçou uma bola na área e Pereira e Vanderlei não ganharam no alto de Cris, e aceitaram. Mas o sufoco mesmo veio no último minuto, com Geandro chutando no travessão e deixando a torcida com o coração na mão.