Fato novo para evitar o terceiro rebaixamento do Coritiba desde 2005, o técnico interino Tcheco quer ser, mesmo fora das quatro linhas, o capitão que faltou ao Coxa neste Campeonato Brasileiro. Quando atuava, o ex-jogador tinha a personalidade de chamar a responsabilidade para si. Desde a época em que iniciou a carreira, em 1996 no Paraná Clube, e até quando defendeu Grêmio, Corinthians e Al-Ittihad (Arábia Saudita), Santos e o próprio Coritiba, essa foi uma característica marcante de Tcheco. Por isso, os principais jogadores do elenco intervieram para que ele substuísse Péricles Chamusca, e a diretoria acatou.

Nas duas vezes em que foi jogador do Coritiba – entre 2002 e 2003, e entre 2010 até julho de 2012 -, Tcheco sempre liderou o grupo. Assim, ajudou o clube a conquistar os estaduais de 2003, 2011 e 2012, além da Série B de 2010. Sua personalidade é o oposto do talentoso, mas tímido Alex – hoje o capitão alviverde dentro de campo -, que passou despercebido nos compromissos recentes do Coxa e sem conseguir comandar uma guinada alviverde. ‘O Tcheco se ofereceu num momento delicado para nos ajudar, e foi ratificado pelo grupo. Foi o g grupo quem ponderou, inclusive, que o Tcheco fosse o treinador. Isso tem que ficar muito bem claro. Foram eles que definiram isso’, afirmou o presidente Vilson Ribeiro de Andrade.

Mais que um técnico, um capitão, Tcheco terá três jogos para evitar que a nau do Coritiba naufrague no Campeonato Brasileiro. A primeira tormenta será contra o Internacional, domingo, em Porto Alegre. Seu desafio inicial será mobilizar a tripulação. Subsídios para isso ele tem de sobra. Além da facilidade no trato com os jogadores, o interino tem sua missão facilitada por conhecer de perto as características do elenco e saber as características de cada atleta. Além disso, no posto de comandante, Tcheco tem a chance de identificar com facilidade se existem divergências dentro do elenco e, assim, isolar as “laranjas podres”.

Mas Tcheco não estará sozinho. Marinheiro de primeira viagem, ele contará com a asisstência dos auxiliares Marcelo Serrano e Edison Borges. Serrano, inclusive, já comandou a equipe, ao lado de Tcheco, neste Brasileiro. Foi na 24.ª rodada, na derrota por 3 x 0 para o Náutico, em Pernambuco.