Bruno sentia na pele a pressão que todo o time do Coritiba sofria. Em dois jogos como titular, ele falhara em Fortaleza e em Chapecó. Chegava ao Couto Pereira para sua primeira partida no estádio alviverde tendo que resolver. Certamente ele não imaginava que seria da forma que foi, fazendo de pênalti o gol da classificação para a terceira fase da Copa do Brasil.

O agora goleiro titular do Coritiba iniciou a partida da mesma maneira que a maioria dos seus companheiros. Nervoso, ele errou reposições de bola e deixava a torcida agoniada nas bolas alçadas à área. No gol do Fortaleza, Bruno também entra na conta da falha generalizada da zaga, que permitiu que Daniel Sobralense marcasse. Depois, fez defesas importantes em chutes de Tinga e Maranhão. Já conseguia dar uma contribuição melhor.

Mas ainda viria a decisão por pênaltis. “Todos os cobradores estão de parabéns”, disse ele. Isto porque ele sofreu dez gols dos cearenses – e em duas vezes, nas cobranças de Maranhão e Tinga, ele quase defendeu. Ele sofria. E iria encarar mais pressão na hora em que foi para a cobrança. “Todos nós cobramos, todos nós treinamos. Eu, o Vaná, o Samuel e o William treinamos pênaltis nos últimos dias. Era possível de acontecer”, revelou em entrevista à RPC.

E deu certo. Ele bateu forte e Deola não teve chances. E quando o companheiro do Fortaleza foi bater, a bola foi longe. “Eu não treinei, ninguém imaginava que isso poderia acontecer”, revelou o camisa 1 do Fortaleza.

Emocional foi o mais importante

Para Marquinhos Santos, o grande legado da classificação de ontem foi a recuperação emocional do Coritiba. O time vinha de cinco derrotas nos últimos seis jogos e sentiu a pressão pelo resultado. Com a providencial participação do psicólogo Gilberto Gaertner, o treinador viu a ‘alma guerreira’ reaparecer.

Marquinhos coloca o ponto inicial da recuperação no trabalho de bastidores. “Preciso dizer que a diretoria teve pulso para blindar esses jogadores e dar confiança a todos. Foi uma postura muito importante”, comentou o técnico, que gostou da luta do elenco. “Esses jogadores treinam muito, trabalham muito. E hoje (ontem) eles mostraram de novo a alma guerreira, e isso faz com que recuperemos o grupo”, festejou.

Ele admitiu que o Coritiba sentiu o desgaste no segundo tempo. “O Fortaleza estava fiscamente melhor, tiveram uma semana para treinar. Nós tivemos a estreia no Brasileiro, uma logística complicada. E acabamos sentindo”, afirmou Marquinhos, que ganhou mais uns cabelos brancos hoje. “Na minha carreira sempre foi tudo construído com muita luta e muita emoção. E foi assim mais uma vez. No Coxa temos que lutar sempre, e hoje lutamos, a torcida foi fundamental, e conseguimos uma conquista importante”, completou.

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