Com a expectativa de que a China produza negócios mais rentáveis do que Japão e Coreia do Sul, o Coritiba espera que as negociações de Davi e Leonardo, com o Ghangzhoug R&F FC, rendam dividendos ao clube. “É um mercado que o Coritiba está abrindo com essas duas negociações. A China precisa de jogadores, porque, por incrível que pareça, o número de atletas profissionais lá está diminuindo exatamente na proporção inversa dos investimentos, que estão aumentando”, avisa o superintendente de futebol Felipe Ximenes.

Na visão dele, a economia chinesa deve alavancar também o futebol e isso vai abrir mais oportunidades aos clubes brasileiros. “É um mercado interessantíssimo, que está aumentando em torno de 8% a 10% por ano. Foi venda direta ao clube do Davi e empréstimo do Leonardo, além do que a gente já está com o mercado próximo ali, pois temos a parceria com o Daegu FC da Coreia”, destaca o dirigente.

Segundo Ximenes, a China pensa alto e, por isso, os investimentos não devem parar. “Estou muito esperançoso. A China sediou uma Olimpíada e já tem projeto de sediar uma Copa do Mundo. Acredito que o boom na China pode ser maior do que no Japão, pela economia, pelo tamanho do país, pela quantidade de pessoas que tem”, analisa.

Melhor do que isso, o superintendente informa que a imagem do Coritiba também cresce. “O Brasil já deve ter hoje na China, nessa janela, umas doze operações. O Coritiba fez duas delas e isso é bem bacana”, diz. Em contrapartida, se os negócios podem ser bons, o assédio aos atletas também será maior. “É um preço que a gente paga pelas boas campanhas. Despertamos o interesse, precisamos vender e ter peças de reposição. Temos que estar atentos e preparados para esse tipo de negócio”, acrescenta.