Um dos primeiros réus da sindicância aberta no Coritiba para apurar o chamado “escândalo do whatsapp” faltou a duas convocações para efetuar sua defesa. O nome do convocado não foi revelado, mas a tolerância da comissão formada para investigar e recomendar punição ao caso já terminou.

Segundo o conselheiro nato Júlio Militão, ex-presidente do conselho deliberativo e responsável pela sindicância, o grupo está atento a possíveis manobras para dificultar o andamento do processo. “Temos um limite. Se os pedidos forem contínuos, mais de dois, poderemos apenas passar o prazo para que se apresente uma defesa por escrito”, disse, sem descartar medidas mais drásticas. “Há limite no protelamento. Ele pode ser julgado à revelia”, disparou.

A comissão é formada ainda pelos também conselheiros natos Jorge Wachelke e Elias Féder, além do conselheiro eleito Marlus Arns. O ex-presidente e também conselheiro nato Cleverson Marinho Teixeira foi indicado na última reunião, mas acabou sendo substituído pelo vitalício Rui Valente.

O presidente do Coritiba, Rogério Bacellar, foi o único ouvido no processo. A intenção da comissão é encerrar os trabalhos ainda em outubro, na última segunda-feira do mês, mas as ausências dos réus em determinadas convocações podem dificultar o cumprimento do prazo. “Todos já foram chamados a depor e apresentar suas defesas. O interesse da comissão é agilizar a conclusão, sem, contudo, atropelar as coisas”, explicou Militão.

O “caso whatsapp” e a investigação sobre a doação de R$ 200 mil do clube para a campanha fracassada de Ricardo Gomyse às eleições da Federação Paranaense caminham juntas, mas não estão atreladas. As conclusões de ambos os casos, no entanto, devem ser apresentadas juntas. O parecer da comissão irá para a mesa do conselho deliberativo alviverde.

O presidente Pier Petruzziello e a mesa analisam as recomendações da comissão e encaminham o documento para o conselho consultivo, formado pelos ex-presidentes do clube. Em seguida, ele volta para o deliberativo, que tomará as providências.

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O atacante Kléber deve ser a principal novidade do Coritiba para o jogo decisivo contra o Joinville, quarta-feira, em Santa Catarina. O técnico Ney Franco não esconde que vive a expectativa para a volta do jogador e a tendência é de que a trinca ofensiva formada pelo Gladiador juntamente com Henrique Almeida e Negueba.

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