Uma vitória simples garante o título da Série B, mas em caso de tropeço do Bahia em casa diante do Santo André o Coritiba pode comemorar mais uma conquista nacional. Mas sem caminhão de bombeiros. Para a diretoria, a comemoração tem que ser no sábado que vem contra o Guaratinguetá.

“Nós temos que pedir para a nossa torcida fazer a festa no nosso campo no jogo. Vamos fazer um esforço para que ali nós recebamos a faixa neste ano penoso de 2010 e ali que façamos a festa e não no caminhão de bombeiro, que não nos leva a nada”, aponta Ernesto Pedroso Júnior, membro do conselho administrativo (G9).

Para ele, o acesso não é mais do que obrigação da diretoria. “Eu acho que ganhar e voltar com o Coritiba à elite do futebol brasileiro é obrigação e esse é um compromisso que no começo do ano assumi e fui interpelado por um amigo que disse “cuidado com essas promessas’, mas eu estava tão confiante que nós tínhamos qualidade intelectual, qualidade moral, qualidade financeira para conseguir este intento”, justifica Pedroso.

Na visão dele, o principal é o torcedor virar sócio e comemorar na arquibancada no sábado. “Chegar e caminhão de bombeiro e estrelinha é menos importante. O importante é que a torcida vá no jogo contra o Guaratinguetá e agregue-se ao quadro associativo do clube”, completa o dirigente.

No clube, a discussão em torno do uso de uma estrela prateada já foi encerrada. Em 2008, após o título de 2007 (que teve caminhão de bombeiros após a vitória sobre o Santa Cruz em Recife, na última rodada), o conselho vetou o uso do adereço na camisa oficial e agora também a ideia morreu na casca.