STJD

Diretor jurídico do Coritiba diz que pena foi absurda

A perda de 30 mandos de campo, com multa de R$ 610 mil e suspensão do funcionário Osvaldo Dietrich foi considerada exagerada pela direção do Coritiba. O diretor jurídico do clube, Gustavo Nadalin, classificou como absurda a pena dada pelos auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na noite de terça-feira.

Nadalin nega que o clube tenha apresentado uma estratégia de defesa equivocada. Para ele, a exaustiva apresentação das imagens da confusão, após a invasão do Couto Pereira, provocou uma espécie de “vontade cega de condenação”.

“Foi o principal critério de observação dos auditores no julgamento, o que é inadmissível. Nossa expectativa é que após apresentação do recurso, o pleno do STJD atenda a defesa com seriedade”, afirma.

O diretor jurídico do Coritiba ainda afirma que houve descaso com órgãos públicos competentes do estado do Paraná. Na visão de Nadalin, os laudos apresentados foram ignorados.

Um exemplo da acusação de Gustavo Nadalin está em um suposto descaso dos auditores pelas testemunhas. “Questionaram o diretor de vistoria da Federação Paranaense, Reginaldo Cordeiro, se ele foi ao jogo. No entanto, ele estava lá como engenheiro responsável, não como observador. Mas esse fato foi simplesmente ignorado por eles”, ressalta.

Pena no Paranaense?

De acordo com o diretor jurídico, o clube estuda a possibilidade de buscar meios legais para cumprir parte dos mandos perdidos no Paranaense 2010. A pena passa a valer apenas depois que o Estádio Couto Pereira, atualmente interditado, receba inspeção da CBF.

Nadalin ainda indica que no recurso a ser protocolado sexta-feira no STJD, o clube vai pedir uma explicação clara sobre as perdas de mando. “Ficou uma incógnita. Vale apenas para a Série B ou também para a Copa do Brasil?”, questiona.

Mas segundo regulamento geral da CBF, no artigo 58, diz que “quando ao final de uma competição uma penalidade de perda de mando de campo aplicada pelo STJD à clube restar pendente, tal pena deverá ser cumprida em competição subsequente da mesma natureza.” Isso dá a entender que a pena imposta ao Coritiba terá que ser cumprida exclusivamente na Série B.

Segurança clandestina

A Polícia Federal confirmou ontem que a Defenser Vigilância e Serviços, prestadora de serviços do Coritiba no dia da confusão, é uma empresa irregular. A atribuição dela no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) é a de “prestação de serviços de limpeza”.

Gustavo Nadalin afirmou que o clube não tem culpa na contratação dessa empresa. “O CNPJ deles apresentado a nós foi um, e o do ofício repassado por eles é outro. Na minha opinião, o sindicato responsável poderia ter nos avisado antes. Tomaríamos todas providências”, afirma.

No entanto, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, afirma que o clube já havia sido avisado. “Há cerca de um ano e meio todos os times da capital foram notificados pela PF sobre a contratação irregular de seguranças”, contesta.

Amanhã, o sindicato irá denunciar a empresa no Ministério Público e na Superintendência Regional de Trabalho, o que também pode resultar em problemas para o Coritiba.

“Se o MP entender que o clube teve má fé ao contratar empresas ilegais, pode existir denúncia na Justiça”, explica Soares. Gustavo Nadalin disse que o Coxa tomará as medidas cabíveis caso a empresa tenha enganado o clube sobre sua legalidade.

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