O Alviverde faz uma pausa na preparação para a partida contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, e hoje cedo dá a vez à solidariedade. Repetindo ações anteriores, como distribuição de chocolates para crianças carentes na Páscoa e roupas e água para os desabrigados do litoral, além de visitas ao Hospital Pequeno Príncipe, dessa vez jogadores, comissão técnica e dirigentes do Coxa levarão 1,5 tonelada de arroz ao asilo São Vicente de Paula.

É mais uma ação do projeto Coritiba Retribuiu, que pretende usar o prestígio do clube em prol de ações sociais. “Somos o que somos em razão da sociedade em que vivemos e essa retribuição faz parte da nossa missão devolvendo um pouco do que já ganhamos”, destaca José Rodolfo Gonçalves Leite, superintendente administrativo do clube.

Segundo ele, o Coritiba usa sua condição de expoente para conseguir donativos e repassá-los aos necessitados. “Nas negociações com nossos patrocinadores e fornecedores conseguimos algo a mais para esse fim e a visibilidade que o clube tem ajuda a arrecadar”, explica.

Dessa vez foi o arroz, que será entregue ao asilo. Mas não apenas os donativos. O Coxa também quer levar calor humano às pessoas. “Aonde nós vamos e levamos a equipe, levamos a alegria e isso faz com que todas as pessoas se sintam entusiasmadas. Os atletas também saem fortalecidos desses lugares e eles acabam se sentindo bem”, aponta Leite.

Para o técnico Marcelo Oliveira, é uma forma de se dar exemplo. “Como pessoas públicas temos uma relação direta com milhões de pessoas. É muito importante a gente trazer um exemplo e de alguma forma ajudar pessoas. Fico feliz com isso e o Coritiba é um bom exemplo nesse sentido”, diz.

Do lado dos jogadores, a ação também é elogiada. “Acho legal e é uma coisa que nos faz bem poder confortar de alguma forma essas pessoas. Espero que eles também fiquem felizes com a nossa presença”, destaca o meio-campo Davi.

A visita ao asilo São Vicente de Paula será às 10h e todos os jogadores, comissão técnica e alguns dirigentes estão convocados. “Já fomos ao hospital, trouxemos crianças aqui (no CT da Graciosa para distribuição de chocolate).

A gente fica muito ligado a jogos, perder, ganhar, e muito restrito ao ambiente de trabalho. Quando se sai assim eu acho que aguça um sentimento maior e nos aviva para os problemas do país, apesar de ser tão rico em tantas coisas, mas que ainda tem muitos problemas e muitas dificuldades”, completa Marcelo Oliveira.