O Coritiba evoluiu. Deu mais esperanças para a torcida. Mas, além de ainda repetir os erros individuais que estão minando a campanha no Brasileirão, enfrentou um adversário claramente melhor. E aí nem toda a evolução foi capaz de segurar o Atlético-MG, que venceu o Coxa por 2×0 ontem, no Independência, e segue na caça do líder Sport.

O treinador alviverde optou por dar um descanso a alguns jogadores. Kléber, Ruy e Hélder nem viajaram para BH. Esquerdinha, com dores na coxa, ficou fora do banco. E Marcos Aurélio e Leandro Silva viraram opção para o decorrer da partida. “Alguns jogadores sentiram a sequência de jogos”, admitiu Ney Franco. Em contrapartida, Alan Santos reaparecia no time depois de um longo tempo afastado por lesão.

Numa partida dessas, as chances não são tão comuns. Marcando forte, formando duas linhas defensivas, o Coxa apostava mais no contra-ataque. Lúcio Flávio era de novo o destaque, e foi com ele que começou a melhor jogada alviverde no primeiro tempo – ele rolou para Rafhael Lucas, que dividiu com Leonardo Silva e a bola sobrou para Wellington Paulista, que fez o mais difícil, que era mandar nas mãos de Victor.

Apesar das poucas chances, o Coxa fazia um bom jogo. Não sofria pressão, não rifava a bola e com isso esfriava o ímpeto do Galo, que é um time de muita intensidade. E Wellington teve uma segunda chance. Recebeu solto pela esquerda, teve tempo para preparar o chute e mandou para fora. Mesmo com o Galo tendo mais posse de bola, as melhores oportunidades eram dos visitantes.

Ditado

Só que tem aquela velha história, mais velha que andar pra frente – “quem não faz, toma”. Papo manjado mas sempre real. E não deu outra. No primeiro lance real de ataque dos donos da casa, a bola chegou para Thiago Ribeiro, que girou o corpo e chutou no canto, sem chances para Bruno – os coxas pediram falta de Lucas Pratto em Alan Santos na origem do gol mineiro. Atlético-MG na frente mesmo com a boa atuação alviverde.

Mais ataque, mesmos erros

Poupado, Marcos Aurélio foi pra batalha. O Coxa voltava a ter Lúcio Flávio como volante e teria uma postura mais agressiva em busca do empate. E mostrava bom toque de bola e uma presença ofensiva rara de se ver longe de Curitiba. Por mais que ainda falte muito para ter um time plenamente confiável, já se via bastante evolução técnica e também tática (ver página 29).

Mas como ainda falta, uma bobeada da marcação gerou o segundo gol. Após uma saída errada de bola, o Coritiba se desmontou e Patric rolou para Thiago Ribeiro chutar no canto. Na metade da etapa final, o jogo se resolvia.

Trocas

Ney Franco resolveu tirar Lúcio Flávio, o melhor do Coxa em campo, e colocar Misael – pareceu uma opção em ter o camisa 8 inteiro para a partida contra o Joinville. Rafhael Lucas, que não foi bem, também saiu, para a entrada de Paulinho. Mas apesar de ter algumas oportunidades, o time não tinha forças para buscar o empate – até Ney foi expulso. Mais forte e mais entrosado, o Galo levou mais uma vitória pra conta.

Derrota anunciada! Leia mais do Coxa na coluna do Massa!