O Coritiba tornou público ontem o primeiro empecilho para que o Couto Pereira sedie todos os clássicos do Campeonato Paranaense. A diretoria do clube deixou claro que não aceitará tirar sua torcida dos setores que ela costuma ocupar quando o Coxa não for o mandante da partida. Principalmente num duelo em que o mando for do Atlético.

Esta, e outras imposições serão levadas à reunião que deve ocorrer na próxima semana, entre os representantes do Trio de Ferro e da Federação Paranaense de Futebol, que pretende evitar clássicos no Ecoestádio. “Nós temos ainda algumas arestas pra definir quanto à divisão do estádio. Não seria bem uma divisão, mas sim uma adequação dentro de uma necessidade que vai atender, na minha visão, à proposta do Coritiba e também ao interesse de todos os clubes”, afirma o presidente Vilson Ribeiro de Andrade.

A definição de que todos os clássicos serão disputados no Couto Pereira precisa acontecer antes do dia 27, quando o Atlético recebe o Paraná Clube. Esse duelo ainda está marcado para o Ecoestádio. O Tricolor já deixou claro que se enfrentar o Rubro-Negro no Janguitão não aceitará sair da Vila Capanema para enfrentar Coritiba e Atlético no Couto Pereira, quando o mando dos clássicos for seu.

Uma opção para tentar equilibrar a distribuição das torcidas no Couto Pereira seria aproveitar as obras no setor da Mauá, que começam na metade de fevereiro, para isolar a área e ceder às torcidas de Atlético e Paraná Clube todos os três anéis da arquibancada de fundos. Se for aceita a proposta, o Coritiba ficaria com as sociais e a arquibancada de frente para a rua Amâncio Moro. “O Coritiba se manifestou aberto ao diálogo. Evidentemente que deve acontecer uma reunião nos próximos dias com os representantes dos clubes e a federação, e daí vamos ver. Mas eu acredito que com boa vontade a gente encontra uma solução, e que vai ser bom para o torcedor e também para o futebol”, disse o presidente alviverde.