A fase complicada que vive o Coritiba no Campeonato Brasileiro está atingindo também os jogadores mais jovens do elenco que são oriundos das categorias de base, que nas partidas realizadas no Couto Pereira não escapam das cobranças do exigente torcedor alviverde. O diretor executivo do clube, Maurício Andrade, não escondeu o descontentamento com a cobrança sobre os garotos do time e pediu que a torcida tenha mais paciência com esses atletas formados nas categorias de base do Verdão.
“No último jogo em casa contra a Ponte Preta, o Henrique errou o passe na primeira bola e o estádio caiu em cima. Se tanto queremos que os meninos tenham oportunidades, é preciso dar força aos menos. O Rodrigo (Ramos) e o Henrique, que estão de contrato renovado por mais quatro anos, não são apostas, pois temos a convicção que vão se tornar ídolos do Coritiba. Mas nesse momento de dificuldade que estamos ultrapassando, eles precisam de apoio também”, ressaltou.
Os dois laterais, mesmo jovens e revelados pelo clube, não foram poupados das críticas do torcedor coxa-branca. O mais cobrado até agora é o atacante Rafhael Lucas, artilheiro do Campeonato Paranaense e que chegou a ser chamado de pipoqueiro por alguns torcedores após o empate sem gols contra o Joinville, no Couto Pereira.
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“O Paranaense tem um nível de competitividade muito abaixo do Brasileiro. Tirando a final, os outros jogos não servem de parâmetro e o Rafhael começou a pegar Lucão e outros tantos jogadores de qualidade. Isso fará com que ele amadureça por ter um nível de dificuldade maior e é mais um atleta que a gente pede que se tenha paciência. São meninos e que fizemos com que eles viessem participar do time profissional mas, dentro desse contexto, se não apoiarmos, realmente fica muito difícil”, acrescentou.
Renovado
Rodrigo Ramos teve a renovação do seu contrato publicada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Agora, o vínculo do jogador, que ganhou a posição do até então titular Norberto na equipe alviverde, vai até o dia 31 de dezembro de 2019.
Sonho: sem pijama fazendo gols
O Coritiba terá dois desafios para o duelo contra o Figueirense, domingo, às 16h, no Orlando Scarpelli. Ainda sem chances de deixar a zona de rebaixamento, o Coxa vai tentar ‘tirar o pijama’ e vencer seu primeiro jogo fora de casa no Campeonato Brasileiro e, consequentemente, aumentar seu poder ofensivo, que mesmo sendo a sétima equipe que mais cria chances no certame, tem o terceiro pior ataque da competição nacional até agora com apenas oito gols marcados em 13 partidas.
“Esses números mostram bem a situação. O time, apesar de criar, não consegue marcar os gols. Essa permanência na zona de rebaixamento só via mudar quando a equipe conseguir ser mais competente na finalização. Assim que os gols saírem, haverá uma tranquilidade maior nos jogos”, pontuou o meio-campo Lúcio Flávio.
O volante Alan Santos, ao invés de criticar o desempenho ofensivo do Verdão, prefere enaltecer o poder de criação do time coxa-branca, que está entre os melhores do Brasileirão. “Eu olho sempre pelo lado bom. Difícil se a gente não estivesse criando as chances”, ressaltou.



