Robinho vai ou Robinho fica? O que parecia ser uma negociação breve, com a primeira negativa do Coxa ao Palmeiras, já pode ser considerada uma “minissérie” – ainda não deu tempo para ser uma “novela”. As duas partes prometem para hoje o desfecho do assunto, e por enquanto o meio-campista segue sendo coxa-branca, e o cenário aponta para a permanência. Mas é bom esperar o último capítulo dessa história.

Na terça-feira, o Palmeiras propôs pagar dois milhões de reais por Robinho. De saída, o Coritiba recusou, através do vice-presidente de futebol, Ernesto Pedroso. Era para parar por aí, mas o clube paulista voltou à carga. Aumentou a oferta, ainda não chegando ao valor que o Coxa pedia. Para chegar ao valor, ofereceu também o empréstimo dos meias Patrick Vieira e Mazinho por um ano. Na noite de quarta, o acordo ficou próximo – R$ 2,5 milhões mais os jogadores pelos 50% dos direitos econômicos do jogador que pertencem ao Cori (o restante é de uma parceria entre a LA Sports e o Grupo Sonda).

Com a anuência de Luiz Alberto Martins de Oliveira Filho, da LA, parecia tudo encaminhado. Mas ontem o Palmeiras reduziu a proposta financeira para R$ 2,1 milhões e tentou incluir outro meia, Vinícius, na negociação. Aí o Coritiba emperrou o negócio. Para a diretoria coxa, não vale receber menos do que o pedido e ainda ter mais três atletas que não supririam necessidades do elenco. “Não importa se fossem R$ 400 mil a mais ou R$ 900 mil a mais. Conversei com o Pedroso, Medina, Marquinhos e Mazzuco sobre isso. Não vale vender o Robinho e não conseguir contratar ou jogador do mesmo nível”, disse o presidente coxa Rogério Portugal Bacellar.

A definição ficou para as onze da manhã de hoje, quando acontece uma nova reunião entre Palmeiras e Coritiba. Bacellar resume o espírito coxa para a conversa. “Se o Marquinhos chegar para mim e disser que o Robinho quer sair, aí vamos estudar a melhor proposta. Não adianta ficarmos com uma pessoa descontente. Mas o Robinho não quer deixar o Coritiba. Estamos muito satisfeitos com ele”, afirmou o presidente.