Alçapão

Couto Pereira é a arma do Coxa para escapar da degola

O “número mágico” para a sobrevivência na Série A continua sendo 46, segundo os matemáticos. Porém, é possível escapar com menos. O grande equilíbrio entre os times da ponta de baixo da tabela pode “achatar” esse patamar e, com isso, o Coritiba poderá até se garantir apenas com um desempenho perfeito no Couto Pereira. Após a vitória sobre o Botafogo, o Verdão elevou a 76,19% o seu aproveitamento em casa, sob o comando de Marquinhos Santos. São mais quatro jogos como mandante – contra Grêmio, Fluminense, Palmeiras e Bahia – e caso vença todos eles, chega aos 44 pontos.

Primeiro time fora da ZR, com 32 pontos, o Coritiba tem um aproveitamento de 35,56%. Isso equivaleria, numa projeção, a 41 pontos. “Não foi fácil sair. Agora, vem a outra etapa, ainda mais dura, que é se manter fora da ZR”, comentou Marquinhos Santos. O treinador tem números expressivos nos jogos em casa. Desde a sua chegada, quando pegou o time na vice-lanterna, o treinador sempre destacou a importância de se buscar um time seguro e confiável em casa. De lá para cá, foram sete confrontos, com cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota.

“O torcedor tem um papel decisivo. Precisamos demais de um estádio cheio e empurrando o time do início ao fim, pois será um jogo duríssimo”, frisou Marquinhos, já prevendo as dificuldades que terá no duelo de amanhã, contra o Grêmio. “É um adversário que busca a Libertadores. Não podemos errar”, sentenciou Marquinhos Santos, preocupado com as oscilações na vitória sobre o Botafogo.

Marquinhos, na última quarta, igualou a marca de Ney Franco. Com 85 jogos, ele entrou no “top 10” dos treinadores que mais vezes comandaram o Coritiba. “É uma honra atingir um número expressivo como este. Mas, o mais importante foi vencer e sair da ZR. Todas as nossas energias estão voltadas para que a gente chegue no dia 7 de dezembro livre desta situação incômoda”, afirmou o técnico coxa-branca. Considerando as suas duas passagens pelo clube, o desempenho de Marquinhos Santos, no Alto da Glória, é muito bom. Em 44 jogos, são 28 vitórias, 10 empates e apenas 6 derrotas, com 71,21% de rendimento.

Pelo que o Coritiba ainda não conseguiu produzir fora de casa (com Marquinhos, foi um empate, em seis jogos, com 5,56%), o Couto Pereira surge como a tábua de salvação. Com questões financeiras equalizadas, a comissão técnica ganha fôlego para manter o grupo focado nesta sequência de decisões. Um bom resultado frente ao Grêmio, amanhã, poderá valer uma “folga” na tabela.

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