Ainda sem vencer e com míseros 22,2% de aproveitamento, o Coritiba vive um momento de crise técnica. O técnico Celso Roth admite que o único remédio, neste momento, é vencer o clássico. O início de Brasileirão é preocupante, por mais que, na média, o time não tenha feito jogos ruins. Em 18º lugar, o Coxa chega sob pressão ao Atletiba.

“O grupo tem qualidade. Reafirmo isso. Não falta aplicação e vontade de vencer. Mas, ainda precisamos minimizar os nossos erros”, disse Celso Roth. Na última quarta-feira, o Coritiba teve mais posse de bola e volume do que o adversário, mas não foi além de um empate por 1×1 com o Internacional. “Numa análise geral, diria que taticamente estamos mais ou menos. Só que estamos mal no aspecto técnico”, reconheceu.

Na visão de Roth, a única alternativa, no momento, é seguir confiando no trabalho que vem sendo executado. “Temos três jogos pela frente e temos que buscar soluções imediatas. Neste domingo, disputamos um campeonato à parte. Clássico é assim e todos aqui sabem disso”, avisou o treinador coxa-branca. A fase ruim e a necessidade de vitória fizeram com que o clube adotasse uma estratégia diferente para o duelo com o rubro-negro e os treinos serão fechados.

Pressão à parte, o técnico não acredita que este momento possa causar uma instabilidade emocional. “É claro que individualmente, cada atleta reage de uma forma. Mas, no coletivo, a recuperação só vem com vitória”, cravou Roth. Para ele, o déficit do Coritiba, hoje, é de três pontos. “O único resultado anormal foi a derrota para o Sport. A derrota para o Cruzeiro é normal, assim como o empate frente ao Internacional. Nós também tínhamos desfalques”, lembrou, citando Luccas Claro, Gil e Robinho.

Nessa matemática do treinador alviverde, o Coritiba estaria com 7 pontos e numa posição intermediária na tabela. Hoje, com apenas 4 pontos, estacionou por três rodadas seguidas na zona do rebaixamento. “Estamos buscando um equilíbrio que ainda não veio. Perdemos peças importantes quando as coisas estavam começando a acontecer e, aí, você precisa parar e começar de novo”, lembrou. “Não há varinha mágica. É um processo longo, para um time que no ano passado lutou para não cair e, depois, fez um estadual ruim”.

Roth terá apenas três jogos, contra Atlético, Criciúma e Goiás, para dar novas perspectivas ao torcedor coxa-branca, que já olha com desconfiança para o grupo e teme reviver os mesmos fantasmas dos últimos anos, período no qual o Verdão apenas lutou para se manter na Série A.