Não é segredo para ninguém que o Coritiba vive uma pressão muito grande para conseguir o acesso à primeira divisão do ano que vem. Em campo, o time vem oscilando, não consegue uma sequência positiva e, assim, não tem sua vaga dentro do G4 da Série B do Campeonato Brasileiro consolidada. A vitória conquistada sobre o Guarani por 1×0, no Couto Pereira, deu mais alívio para o Verdão, que busca um clima mais leve para as 12 decisões que terá até o final da segunda divisão. Mas, por ora, apenas ameniza o ambiente conturbado fora das quatro linhas.

Desde que assumiu o Coritiba, no início do ano passado, o presidente Samir Namur ainda não conseguiu ter um mês inteiro sem turbulências. A resistência da torcida diante da gestão atual do clube é grande. Nem mesmo nos melhores momentos do Coxa os protestos não cessaram. Aconteceu, inclusive, na vitória sobre o Guarani, mesmo quando, em campo, o Verdão já vencia por 1×0.

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Além do presidente Samir Namur, o executivo de futebol, Rodrigo Pastana, que tem a caneta na gestão do futebol alviverde, são os principais alvos de protesto da torcida. Nem mesmo nas vitórias a dupla é esquecida. Prova do sofrimento que o torcedor alviverde tem passado nos últimos anos. Em 2018, o ano foi um fracasso, já que o Verdão não chegou nem a lutar pelo acesso. Neste ano, para o bem das finanças do clube, o retorno à elite virou praticamente uma obrigação.

Para tentar voltar aos trilhos na Série B, a diretoria apostou na troca no comando técnico. Jorginho chegou para substituir Umberto Louzer. O treinador, em três jogos, conseguiu duas vitórias, mas sem grandes apresentações. Mas o novo comandante conseguiu ao menos botar ordem na casa. Ao tirar o atacante Rodrigão do time, demonstrou que nenhum jogador tem lugar cativo dentro do elenco.

Ele tomou essa decisão em meio a crise interna que o Coritiba precisou lidar depois do clássico contra o Paraná Clube, no último sábado, na Vila Capanema. Depois da partida, seis jogadores foram flagrados em um festival sertanejo, o que causou a revolta da torcida nas redes sociais. Após a partida contra o Guarani, alguns deles se desculparam e o técnico Jorginho garantiu que atitudes como essa não serão mais toleradas.

Torcida do Coxa está na bronca. Foto: Albari Rosa
Torcida do Coxa está na bronca. Foto: Albari Rosa

Em meio a esse clima fora de campo e aos protestos da torcida, o Coritiba segue lutando pelo acesso. Mesmo com a fase ruim, já que conseguiu duas vitórias nas últimas nove partidas, o time alviverde segue próximo do G4 com uma partida a menos que os seus concorrentes. A vitória sobre o Guarani mostrou um pouco do que será a reta final da Série B, com jogos mais brigados, onde os três pontos serão mais importantes do que qualquer grande apresentação.

O Coritiba sofreu demais diante do modesto time do Bugre. O técnico Jorginho não quer mais esse tipo de situação daqui em diante. O treinador criticou o recuo excessivo do Verdão, mas destacou a importância dos três pontos. Não apenas em termos de classificação, mas também para aliviar um pouco a pressão sobre a equipe alviverde.

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“Temos tentado trazer o time para ter posse no campo do adversário. Você não pode fazer o gol e recuar. Chamei a atenção o tempo. Depois do gol recuamos e eles tomaram uma dura. Tomamos sufoco no final do jogo por causa disso. Recuamos demais. Não é minha filosofia de trabalho. Temos que fazer o primeiro, buscar o segundo e tentar o terceiro para matar o jogo. Mesmo diante de toda a situação, os três pontos foram muito bem-vindos”, concluiu Jorginho.